Os piores seres do mundo: os pedreiros?

Não tenho nada contra a profissão, afinal de contas são eles que levantam, seja como for, nossas amadas residências. Tenho sim contra as pessoas que trabalham com isso.

No apartamento em que estou morando agora, no bairro São Francisco, eu e meus homemates estamos passando pela infeliz situação de ter duas reformas nos rodeando: uma no apartamento de cima, sobre nossas cabeças; e outra na nossa frente, diante da nossa porta de entrada.

Os pedreiros, esses seres dos quais tenho criado ojeriza, estão no encargo das obras. Para azar meu e de meus confrades domésticos. Com muito orgulho, talvez para mostrar mais serviço ou simplesmente porque os fdp… gostam de madrugar, chegam às 7h30, começam a falar alto na garagem, corredores e jardim do prédio (que dá diretamente no nosso apartamento) e já logo em seguida se põem a martelar nossas pobres cabeças. Inferno. À exceção dos domingos e alguns feriados (eles trabalham nos sábados e não é todo feriado que nos dão descanso), não tem um dia, nos últimos dois meses, em que eu não tenha acordado com o barulho deles. É martelada, é serra elétrica, é gritaria, é sei lá o quê. Fato é que me acordam, assim como aos outros moradores da casa.

7h30, senhores, 7h30 da manhã num sábado, depois de fazer hora extra quase todos os dias, é de lascar. Meus sais.

Sem dizer quando os filhos de um dos pedreiros não ficam brincando com o portão durante a tarde, abrindo-o e fechando ao bel-prazer… Certo dia, numa tarde de sábado em que eu estava tentando trabalhar em casa, contei: eles abriram e fecharam o portão da garagem do prédio 37 vezes em 20 minutos. Me dei o trabalho de contar para ter certeza que aquilo não era delírio meu.

Até que, às 7h30 de um belo domingo (em que até Deus descansa), começou a bateção. Camilo e eu, os dois ao mesmo tempo, abrimos as portas dos nossos quartos, nos olhamos e nos dissemos: porra, hoje não. Ligamos para o síndico e pedimos que ele interviesse. Ainda mais porque já tínhamos enlouquecido em dois feriados em meio à barulheira. Camilo diz que já está adquirindo poderes zen que o fazem meio que esquecer o barulho. Camila, quando não está de TPM, concorda. Já o Oz e eu, bah, ainda não iluminamos tanto nossa mente a ponto de chegar nesse ponto. Infelizmente.

Reclamações à parte, quem devo culpar por tudo isso? Quem paga os serviços do pedreiro ou o próprio pedreiro, que é o responsável direto por tudo aquilo que me incomoda?

Minha resposta, talvez não muito brilhante, é “não sei”. Pouco me importa, na verdade, porque a única coisa que eu queria era poder dormir até as 9h um dia desses!

 

 

3 Respostas to this post.

  1. Publicado por linda wallander em 21 Abril 2009 às 12:17 r r

    Maikon, te comprendo! Hasta ayer pasé por lo mismo. Llegaron tres, (no sé si Pedreiros pero casi) a distintos departamentos. Uno, rascando los pisos con máquina, otro con martillos, otro con taladro… Todos tocando juntos como un trío armonioso. A toda hora y tempranito.

    El consuelo es que un día, DESAPARECEN antes de ser asesinados por los vecinos !!! Bon courage

  2. Publicado por carmem em 22 Abril 2009 às 13:03 r r

    Compartilho com suas queixas que não são vãs. Não tenho pedreiros que batem portões 37 vezes (vc contou é?), mas tenho biarticulados, catracas e taxistas que jogam truco e falam de mulher pelada no decorrer da madrugada inteira. Quanto às catracas dos tubos (elas devem girar umas 200 vezes entre as 18:00 às 19:00 h) e até aguento, mas a tolerância zero vai mesmo para os batuques de torcida organizada que saem bem no meio daquele prédio neoclássico que está na minha frente. Depois ninguém entende porque a gente é assim!

  3. Meu prédio foi o primeiro a ser construído numa quadra enorme. Vivi isso aih anos a fio. Sabia o telefone do ‘disk silêncio’ de cor, vieram aqui em casa medir os decibéis algumas vezes, chegaram multar a construtora… Mas às vezes o barulho era soh da algazarra dos pedreiros, me lembro bem. Soh q se os patrões deles ñ os obrigassem a um monte d coisa, talvez ñ houvesse tanta necessidade de externar tanta coisa…
    E as cantadas e cantorias deles são mt boas (as nojentas são minoria)… Portanto: pedreiros: ‘not guilty’.

    : )

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