Durante aquela “conversa” ocorrida nesses dias, que relatei num post anterior, tive, como já disse, diversas epifanias a respeito desta minha parca vida. Uma delas diz respeito à minha inquietude e curiosidade para com o mundo. Descrevendo minha experiência de morar na França, contei a minha chegada:
Imagina você chegar a um país em que não conhece ninguém, nada e não tem a menor ideia do que vai encontrar quando subir a escada do metrô ou quando dobrar na esquina. Você não sabe se vai dar de cara com uma padaria, com uma oficina mecânica, com um mercadinho ou com uma velha passeando o seu cachorro. É isso que me fascina em viajar.
Dessa fala, entendi um pouco melhor por que gosto tanto de morar fora (que é a maneira que mais curto de viajar). Gosto de desconhecer tudo, não conhecer ninguém e não saber o que esperar, o que me força a todo momento a ir além de mim mesmo. Uma situação como tal permite você se reinventar, e é reinventando-se que você entende o caráter mutável da vida. Porque, afinal de contas, a única coisa que se leva dessa vida é o que se guarda consigo.



Publicado por Marcio_LG em 11 Maio 2009 às 14:00
Daeh Magooo….
Faz um tempinho que não apareço por aqui. Tá diferente o teu blog. Nem reconheci!!!
Vida longa (e farta!!)
teh+
Publicado por Karen em 11 Maio 2009 às 22:58
Entendo perfeitamente o que você quer dizer sobre o prazer de não conhecer nada ou niguém. Sabe o que eu mais me lembro das minhas viagens, especialmente da primeira, quando larguei trabalho, casa da mamãe, etc e fui pros EUA? Do frio na barriga, da sensação de estar praticamente num universo paralelo … eu passei uns baitas perrengues no começo (qq dia te conto, tive rolo até com o trabalho que tava ajustado, visto, etc) … mas ainda sim, lembro de cada momentinho com saudades. E quero mais. Todo dia. Quero chutar o pau da barraca e sumir nesse mundão de meu Deus. Quizás ….