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	<title>Bons Ares</title>
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	<description>Tem dia que só amanhã!</description>
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		<title>Bons Ares</title>
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		<title>O melhor jornal do mundo</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 08:24:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maikon Augusto Delgado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Balneário Camboriú]]></category>
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		<description><![CDATA[Sem sombra de dúvidas, o Diarinho é o melhor jornal da face desta terra e de qualquer outro mundo ainda não imaginado. Para quem não conhece, é um diário de Itajaí &#38; Balneário Camboriú, cujos textos internos e, sobretudo, da capa, são fantásticos. Pudera todos os jornais do mundo fosse ao menos parecidos. Eis a capa de ontem (prestem atenção nos termos em itálico):<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bonsares.wordpress.com&blog=3665981&post=1334&subd=bonsares&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">Sem sombra de dúvidas, o <a href="http://www.diarinho.org" target="_blank">Diarinho</a> é o melhor jornal da face desta terra e de qualquer outro mundo ainda não imaginado. Para quem não conhece, é um diário de Itajaí &amp; Balneário Camboriú, cujos textos internos e, sobretudo, da capa, são fantásticos. Pudera todos os jornais do mundo fossem ao menos parecidos. Eis a capa de ontem (prestem atenção nos termos em itálico):</p>
<div id="attachment_1335" class="wp-caption aligncenter" style="width: 645px"><a href="http://bonsares.files.wordpress.com/2009/11/capa.jpg"><img class="size-full wp-image-1335" title="capa diarinho" src="http://bonsares.files.wordpress.com/2009/11/capa.jpg?w=635&#038;h=971" alt="Capa do Diarinho de 5 de novembro de 2009" width="635" height="971" /></a><p class="wp-caption-text">Capa do dia 5 de novembro de 2009</p></div>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:justify;">E tem mais: ao visitar sua <a href="http://www.diarinho.org/" target="_blank">página web</a>, fui convidado a responder um questionário assaz brejeiro, que reproduzo aqui na íntegra.</p>
<p style="text-align:justify;">.</p>
<p style="text-align:justify;">.</p>
<p style="text-align:justify;">.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:center;"><img class="logo aligncenter" src="http://www.diarinho.org/pesquisa/logo.jpg" alt="" /></p>
<div style="display:none;">
<p style="font-size:12px;">Para confirmar por favor preencha seu nome e seu e-mail nos campos abaixo.</p>
<p>Nome:  E-mail:</p>
</div>
<h3>1 &#8211; Quantas vezes você entra no <em>saite</em> do DIARINHO?</h3>
<p>Ah, só de vez em quando (esporadicamente).<br />
Uma vez na semana, nego!<br />
Duas ou três vezes na semana, coisa tola!<br />
Todo santo dia.<br />
Não tenho nada pra fazer e entro mais de uma vez por dia no MACRIADO.</p>
<h3>2 &#8211; E como tu entra no <em>saite</em> do jornal?</h3>
<p>Lá da minha <em>baia</em>.<br />
Entro do meu <em>trampo</em>.<br />
De uma dessas internets que tem por aí, tipo LAN House, nego!<br />
Aproveito o computador dos parentes ou dos amigos <em>chiquetosos</em>.<br />
Do meu celular &#8211; que eu sou chique!</p>
<h3>3 &#8211; Por que você entra no <em>saite</em> do DIARINHO?</h3>
<p>Pra ficar por dentro das <em>paradas</em> que tão rolando na região .<br />
Pra estar bem informando e poder comentar com a galera da padaria, antes do jornal impresso chegar.<br />
Consegui a senha do jornal com um conhecido e não gasto <em>dindim</em> pra ficar bem informado.<br />
Não quero sujar a mão com o jornal impresso, por isso dou uma <em>bizolhada</em> na net.</p>
<h3>4 &#8211; Que áreas ou seções você mais gosta de acompanhar no <em>saite</em>?</h3>
<p>Os <em>malacabados</em> que vão presos pela polícia.<br />
A galera que tá se dando bem no esporte.<br />
Os <em>bafões</em> políticos que o JC traz pra gente.<br />
As fofocas nas páginas de variedades.<br />
O melhor classificado do sul do mundo, o Transe-Tudo.<br />
A <em>babação</em> dos colunistas sociais.<br />
O <em>berreiro</em> do povão.</p>
<h3>5 &#8211; Tu achas, nego, que o DIARINHO deveria sair só na internet e o jornal de papel ser tirado de linha?</h3>
<p>Eu acho. A versão digital do DIARINHO é muito mais <em>maneira</em>.<br />
Que nada. O <em>saite</em> complementa o jornal impresso.</p>
<h3>6 &#8211; Além do MACRIADO, quais das páginas da internet ali debaixo tu costumas visitar?</h3>
<p>Orkut, twitter, facebook e outros bobagens dessas aí.<br />
<em>Saites</em> de esporte/música/cinema – que eu sou culto!<br />
<em>Saites</em> de outros jornais, rádios, TVs.<br />
Me amarro em <em>saites</em> de games.<br />
Gosto mesmo é de <em>saite</em> de sacanagem.</p>
<h3>7 &#8211; Tu tens aquela <em>bobiça</em> de acesso rápido &#8211; banda larga &#8211; em casa?</h3>
<p>Não. Minha internet é à manivela. Só uso acesso discado.<br />
Sim, mas não sei a velocidade.<br />
Sim, até 500 K.<br />
Sim, 1 Mega.<br />
Sim, 2 Megas.<br />
Sim, 4 Megas.<br />
Sim, 8 Megas ou mais.</p>
<h3>8 &#8211; Qual o tamanho da tela da principal tevê da sua <em>baia</em>?</h3>
<p>14 polegadas<br />
21 polegadas<br />
29 polegadas<br />
32 polegadas<br />
42 polegadas<br />
50 polegadas ou acima</p>
<h3>9 &#8211; Quantas vezes tu andou de avião pra passear nos últimos 12 meses?</h3>
<p>Nunca. Tá pela hora da morte!<br />
Uma vez, eu me dou o luxo.<br />
Tô suando a tanga, mas fui duas vezes no ano.<br />
Ah, três vezes frouxo.<br />
Quatro ou mais, que eu tô podendo.</p>
<h3>10 &#8211; Tu tens caranga própria que usa pra trampar, passear e viajar?</h3>
<p>Meus pés me levam onde quero e se precisar pego um busão.<br />
Tenho minha magrela. Minha ziquinha querida não me deixa de pé.<br />
Tenho carro, mas ainda estou pagando a porra do financiamento.<br />
Tenho carro, era financiado, mas graças ao Altíssimo já está quitado.<br />
Tô podendo: comprei minha baita caranga à vista.</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p>.</p>
<p>Digam-me se o <a href="http://www.diarinho.org" target="_blank">Diarinho</a> não é genial?!</p>
<div id="_mcePaste" style="overflow:hidden;position:absolute;left:-10000px;top:820px;width:1px;height:1px;">http://www.diarinho.org/imagemCapa/capa.jpg</div>
Posted in Balneário Camboriú, Brasil, Causo, Itajaí, jornal, Literatura, Lugar, Navegantes, Texto Tagged: jornal, journal, le meilleur journal du monde, le mejor periódico del mundo, leitura, newspaper, o melhor jornal do mundo, periódico, the best newspaper in the world <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bonsares.wordpress.com/1334/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bonsares.wordpress.com/1334/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bonsares.wordpress.com/1334/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bonsares.wordpress.com/1334/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bonsares.wordpress.com/1334/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bonsares.wordpress.com/1334/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bonsares.wordpress.com/1334/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bonsares.wordpress.com/1334/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bonsares.wordpress.com/1334/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bonsares.wordpress.com/1334/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bonsares.wordpress.com&blog=3665981&post=1334&subd=bonsares&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>O cachorro e o asno</title>
		<link>http://bonsares.wordpress.com/2009/11/05/o-cachorro-e-o-asno/</link>
		<comments>http://bonsares.wordpress.com/2009/11/05/o-cachorro-e-o-asno/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 19:09:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maikon Augusto Delgado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Pensação]]></category>
		<category><![CDATA[Chechênia]]></category>
		<category><![CDATA[Tolstói]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto não tomo vergonha na cara e sento para escrever tudo o que tenho na cabeça, deixo-vos com um provérbio checheno que retirei de Khadji-Murát, de Tolstói:
Um cachorro alimentou um asno com carne, e este, por sua vez, serviu feno àquele. Ambos ficaram com fome. 
Para cada povo, são bons os seus próprios costumes.


Posted in [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bonsares.wordpress.com&blog=3665981&post=1330&subd=bonsares&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">Enquanto não tomo vergonha na cara e sento para escrever tudo o que tenho na cabeça, deixo-vos com um provérbio checheno que retirei de <a target="_blank" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hadji_Murat_%28novel%29">Khadji-Murát</a>, de <a target="_blank" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Liev_Tolst%C3%B3i">Tolstói</a>:</p>
<blockquote><p><b><i>Um cachorro alimentou um asno com carne, e este, por sua vez, serviu feno àquele. Ambos ficaram com fome. </i></b></p>
<p style="text-align:justify;"><b><i>Para cada povo, são bons os seus próprios costumes.</i></b></p>
<p><b><i><br /></i></b></p>
</blockquote>
Posted in Literatura, Pensação Tagged: Chechênia, Tolstói <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bonsares.wordpress.com/1330/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bonsares.wordpress.com/1330/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bonsares.wordpress.com/1330/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bonsares.wordpress.com/1330/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bonsares.wordpress.com/1330/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bonsares.wordpress.com/1330/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bonsares.wordpress.com/1330/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bonsares.wordpress.com/1330/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bonsares.wordpress.com/1330/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bonsares.wordpress.com/1330/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bonsares.wordpress.com&blog=3665981&post=1330&subd=bonsares&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Davi x Golias &#124; o monstro de concreto chamado São Paulo</title>
		<link>http://bonsares.wordpress.com/2009/10/29/davi-x-golias-o-monstro-de-concreto-chamado-sao-paulo/</link>
		<comments>http://bonsares.wordpress.com/2009/10/29/davi-x-golias-o-monstro-de-concreto-chamado-sao-paulo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 08:23:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maikon Augusto Delgado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Causo]]></category>
		<category><![CDATA[Pensação]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
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		<category><![CDATA[monstro de concreto]]></category>

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		<description><![CDATA[Cair nos mesmos clichês de sempre para descrever São Paulo é chover no molhado.

Cidade grande. Enorme. Monstruosidade de concreto.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bonsares.wordpress.com&blog=3665981&post=1323&subd=bonsares&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">Cair nos mesmos clichês de sempre para descrever São Paulo é chover no molhado.</p>
<p style="text-align:justify;">Cidade grande. Enorme. Monstruosidade de concreto.</p>
<p style="text-align:justify;">Trânsito caótico. Buzinaços. Carros e mais carros, a perder de vista. Congestionamentos às 22h30.</p>
<p style="text-align:justify;">Aglomerações intermináveis. Gente de tudo quanto é jeito saindo pela culatra por todos os cantos, qual formigas.</p>
<p style="text-align:justify;">Povo simpático.</p>
<p style="text-align:justify;">Pizza boa.</p>
<p style="text-align:justify;">Muitos japoneses.</p>
<p style="text-align:justify;">O problema de São Paulo, no entanto, é que a cidade é exatamente assim: grande, caótica, atulhada, cheia de japoneses e com ótima pizza. Aí fica difícil falar de outra coisa.</p>
<p style="text-align:justify;">Nos dois dias que passei lá, experienciei tudo isso. É a primeira coisa que se vê. É também o que fica gravado.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img title="São Paulo" src="http://2.bp.blogspot.com/_mlTkuihynEc/Scp--q4fobI/AAAAAAAABdQ/ug969pnYHi4/s400/SaoPaulo_jpg.jpg" alt="O monstro de concreto" width="400" height="297" /><p class="wp-caption-text">O monstro de concreto</p></div>
<p style="text-align:justify;">Quando se é de outra cidade, algumas impressões e sentimentos são comuns aos estrangeiros. Imagino eu, pelo menos. É o pequeno Davi, retraído e oprimido pela fama devoradora do gigante Golias, que, vociferando contra os inimigos, ultraja-os e humilha-os por sua covardia.</p>
<p style="text-align:justify;">Ver-se rodeado pelos arranha-céus de São Paulo é como ver-se perdido em uma floresta imbricada em si mesma. Tudo parece selvagem. Todos parecem vorazes.</p>
<p style="text-align:justify;">A imensidão assusta e cansa. É Golias urrando. O perigo sempre rondando à solta.</p>
<p style="text-align:justify;">Os inúmeros pequenos Davis que visitam diariamente São Paulo veem-se perdidos.</p>
<p style="text-align:justify;">Embora seja citadino, sempre que vou a São Paulo sinto-me um jeca do mato na cidade. Tudo é tão grande, tão longe, tão distante da minha realidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Difícil abarcar com um só olhar.</p>
<p style="text-align:justify;">Difícil resumir tudo com um só pensamento.</p>
<p style="text-align:justify;">Não obstante, o mundo consubstancia-se um pouco em São Paulo. Os opostos se atraem. Os contrastes combinam. Os inversos se completam.</p>
<p style="text-align:justify;">São Paulo converge as coisas. As pessoas convergem-se em São Paulo.</p>
<p style="text-align:justify;">De grão em grão a galinha enche o papo. Toda viagem começa com o primeiro passo, e o primeiro passo da minha grande viagem foi esse monstro de concreto&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8230;&#8230;&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8230;&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 325px"><img class=" " title="Davi e Golias" src="http://christthetruth.files.wordpress.com/2008/12/david-and-goliath-2.jpg?w=315&#038;h=420" alt="" width="315" height="420" /><p class="wp-caption-text">Golias sempre acaba sucumbindo em um momento...</p></div>
Posted in Brasil, Causo, Pensação, São Paulo, Texto Tagged: Davi, Golias, monstro de concreto, São Paulo <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bonsares.wordpress.com/1323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bonsares.wordpress.com/1323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bonsares.wordpress.com/1323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bonsares.wordpress.com/1323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bonsares.wordpress.com/1323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bonsares.wordpress.com/1323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bonsares.wordpress.com/1323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bonsares.wordpress.com/1323/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bonsares.wordpress.com/1323/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bonsares.wordpress.com/1323/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bonsares.wordpress.com&blog=3665981&post=1323&subd=bonsares&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">madelgado</media:title>
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			<media:title type="html">São Paulo</media:title>
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			<media:title type="html">Davi e Golias</media:title>
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		<item>
		<title>Colônia Cecília, uma colônia anarquista experimental</title>
		<link>http://bonsares.wordpress.com/2009/10/26/colonia-cecilia/</link>
		<comments>http://bonsares.wordpress.com/2009/10/26/colonia-cecilia/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 08:24:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maikon Augusto Delgado</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Zélia Gattai]]></category>

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		<description><![CDATA[Como havia dito na sexta-feira passada, um dos motivos por que estive longe do blog foi um freela bem diferente que fiz no fim de semana retrasado. Dei uma de guia-cicerone para uma jornalista italiana que veio a Curitiba para dar seguimento à sua pesquisa sobre a Colônia Cecília.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bonsares.wordpress.com&blog=3665981&post=1314&subd=bonsares&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">Como havia dito na <a href="http://bonsares.wordpress.com/2009/10/23/proximos-dias/" target="_blank">sexta-feira passada</a>, um dos motivos por que estive longe do blog foi um freela bem diferente que fiz no fim de semana retrasado. Dei uma de guia-cicerone para uma jornalista italiana que veio a Curitiba para dar seguimento à sua pesquisa sobre a Colônia Cecília.</p>
<p style="text-align:justify;">Partindo de alguns dados, fomos complementando sua pesquisa com entrevistas, idas a museus, bibliotecas e visita à região onde um dia foi se estabeleceu a colônia.</p>
<p style="text-align:justify;">Muitos podem não saber o que foi ela. Aliás, eu diria que a maioria nem deve fazer ideia, já que é um episódio pontual da história do Paraná. Resumamos, pois, em linhas gerais, o que seria.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 290px"><img title="Giovanni Rossi Cittadella" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/1/1b/20.02.1890(rossi).jpg/280px-20.02.1890(rossi).jpg" alt="Giovanni Rossi e outros companheiros na Cittadella" width="280" height="295" /><p class="wp-caption-text">Giovanni Rossi e outros companheiros na Cittadella</p></div>
<p style="text-align:justify;">Em 1890 chegaram ao Brasil um grupo de italiano libertários, liderados pelo engenheiro agrônomo, veterinário, escritor e pensador anarquista Giovanni Rossi &#8220;Cardias&#8221;, com o intuito de fundar uma colônia experimental que fosse regida por ideiais socialistas, igualitários e do amor livre (não confundi-lo com promiscuidade).</p>
<p style="text-align:justify;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 150px"><img title="Giovanni Rossi" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3d/Giovanni_Rossi_02.jpg" alt="Giovanni Rossi" width="140" height="201" /><p class="wp-caption-text">Giovanni Rossi</p></div>
<p style="text-align:justify;">Depois de uma longa viagem de Gênova, na Itália, acabaram desembarcando no porto de Paranaguá, de onde subiram de trem para Curitiba. Por influência de um tal dr. Grillo, vieram conhecer a região de Palmeira-PR e escolheram a localidade de Santa Bárbara de Cima para concretizar seu sonho.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 285px"><img title="documentos de Gênova" src="http://www.reporterbrasil.com.br/reportagens/cecilia/imagens/coloniacecilia6.jpg" alt="Documentos históricos dos imigrantes italianos" width="275" height="177" /><p class="wp-caption-text">Documentos históricos dos imigrantes italianos</p></div>
<p style="text-align:justify;">A colônia durou quatro anos, era composta de artesãos e lavradores e chegou a ter, no seu auge, 250 integrantes. Quando de sua dissolução, a sua grandessíssima maioria foi embora e se dispersou. Restaram no local somente 3 famílias: os Agottani, os Mezzadri e os Artuzi.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 185px"><img title="Imigrantes italianos" src="http://www.ecco.com.br/vita_mia/images/st_99.jpg" alt="Imigrantes italianos em Palmeira" width="175" height="150" /><p class="wp-caption-text">Imigrantes italianos em Palmeira</p></div>
<p style="text-align:justify;">Os primeiros criaram raízes em Santa Bárbara de Baixo e se dedicaram à lavroura e ao cultivo de uvas para a fabricação de vinho colonial. Dos segundos pouco sei. Os terceiros, os Artuzi, permaneceram em Santa Bárbara de Cima e, com o passar do tempo, foram adquirindo aos poucos terrenos na região e dedicando-se ao gado.</p>
<p style="text-align:justify;">Dentre os que foram embora, estava a família Gattai, mesmo sobrenome da escritora memorialista brasileira <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Z%C3%A9lia_Gattai" target="_blank">Zélia Gattai</a>, ex-esposa do falecido <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Amado" target="_blank">Jorge Amado</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 385px"><img class=" " title="Zélia Gattai" src="http://centraldenoticias.files.wordpress.com/2008/05/zelia.jpg?w=375&#038;h=234" alt="Zélia Gattai" width="375" height="234" /><p class="wp-caption-text">Zélia Gattai</p></div>
<p style="text-align:justify;">São, pois, os Gattai o elo entre a Colônia Cecília e eu. Explico-me. A jornalista italiana que ciceronei é estudiosa de Zélia Gattai. No seu livro <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anarquistas_Gra%C3%A7as_a_Deus" target="_blank">Anarquistas, graças a Deus</a></em>, Zélia dedica uma dezena de páginas à Colônia Cecília devido às memórias de seus parentes. Interessada pelo trecho, a jornalista começa a pesquisar sobre e, com o decorrer dos anos, acaba se aprofundando no assunto. Tanto que decide vir visitar a região onde um dia foi a colônia.</p>
<p style="text-align:justify;">E como uma jornalista italiana de uma enorme rede de TV de lá chegou até mim? Por contato! Ela é amiga de um amigo meu italiano, que fez o meio de campo e nos pôs em contato.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 233px"><img title="Caminhos Cecília" src="http://www.reporterbrasil.com.br/reportagens/cecilia/imagens/coloniacecilia3.jpg" alt="Caminhos da Cecília" width="223" height="335" /><p class="wp-caption-text">Caminhos da Cecília</p></div>
<p style="text-align:justify;">Parênteses à parte, ei-nos em Palmeira com o intuito de conhecer o que fosse possível da região. Depois de cinco dias com chuva intermitente, demos sorte de ela parar bem no dia que tínhamos reservado para desbravar de carro Santa Bárbara. Digo desbravar porque percorrer seria um verbo muito ameno para descrever o que meu carro teve que enfrentar. Buracos, lama e atoleiros era o que compunha a estrada de terra. Os 8km que separavam a BR de Santa Bárbara demandaram pelo menos meia hora de esforço, suadeira e preocupação de não atolar.</p>
<p style="text-align:justify;">Essa divisão entre a Santa Bárbara de Cima e a de Baixo só fomos saber, na verdade, depois que encontramos nosso guia local, que nos levou pelas estradinhas vicinais e nos apresentou a região.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 285px"><img title="Casa dos Mezzadri" src="http://www.reporterbrasil.com.br/reportagens/cecilia/imagens/coloniacecilia7.jpg" alt="Antiga casa dos Mezzadri" width="275" height="178" /><p class="wp-caption-text">Antiga casa dos Mezzadri</p></div>
<p style="text-align:justify;">Conhecemos onde hoje moram os Agottani, os Mezzadri remanescentes, o antigo cemitério polonês (que durante anos proibiu os italianos de serem enterrados lá), a cruz e a região de Cima, onde de 1890-94 existiu a Colônia Cecília. Levados por nosso guia, passamos de carro pela estradinha que hoje corta uma parte da ex-colônia. As terras propriamente ditas dos &#8220;cecilianos&#8221; e o local exato onde eles se alojaram não pudemos conhecer, pois se encontram dentro de uma propriedade privada. Pudemos, sim, vislumbrar o lugar onde um grupo de italianos libertários tentou levar a cabo o sonho de viver sem as amarras da sociedade e em liberdade, longe do capitalismo então nascente. Em um determinado momento, por detrás de uma série de árvores que perfaziam um muro verde, pudemos entrever algumas casas antigas de madeira.</p>
<p style="text-align:justify;">— Uma pena não podermos entrar. Lá, justamente onde estão hoje aquelas casas, foi onde moraram os integrantes da colônia — disse-nos nosso guia. Atualmente não há nenhum resquício do que foi outrora.</p>
<p style="text-align:justify;">Quando partimos, o sol já ameaçava se pôr. Correr o risco de se perder em um emaranhado de estradinhas de terra à noite, com risco de tomar chuva e atolar, não me pareceu uma boa ideia, de forma que tivemos que deixar uma mesa cheia de iguarias coloniais (que tristeza deixar aquele queijo trançado pela metade!) e enfrentar novamente a estradinha rumo à BR. Isso não quer dizer, porém, que tenha deixado para trás a história da Colônia Cecília. Aos poucos, um <em>patchwork</em> anarquista tem se formado ao meu redor. Qual rumo tem tomado? Confesso que não sei&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Cenas para capítulos vindouros.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 245px"><img title="Anarquismo utópico" src="http://letrasdespidas.files.wordpress.com/2008/11/anarquismo.jpg?w=235&#038;h=320" alt="Seria o anarquimos uma utopia?" width="235" height="320" /><p class="wp-caption-text">Seria o anarquimos uma utopia?</p></div>
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Posted in Causo, Curitiba, Palmeira Tagged: Agottani, anarquismo, Artuzi, Cardias, Colônia Cecília, Curitiba, Giovanni Rossi, Itália, Mezzadri, Palmeira, Paraná, Santa Bárbara, socialismo, Zélia Gattai <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bonsares.wordpress.com/1314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bonsares.wordpress.com/1314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bonsares.wordpress.com/1314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bonsares.wordpress.com/1314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bonsares.wordpress.com/1314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bonsares.wordpress.com/1314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bonsares.wordpress.com/1314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bonsares.wordpress.com/1314/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bonsares.wordpress.com/1314/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bonsares.wordpress.com/1314/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bonsares.wordpress.com&blog=3665981&post=1314&subd=bonsares&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">madelgado</media:title>
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		<title>Próximos dias</title>
		<link>http://bonsares.wordpress.com/2009/10/23/proximos-dias/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 08:40:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maikon Augusto Delgado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Causo]]></category>
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		<category><![CDATA[freela]]></category>
		<category><![CDATA[Kapuscinski]]></category>
		<category><![CDATA[leitura]]></category>

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		<description><![CDATA[Ana "Abuelita" Tejero tem razão. O feriado foi larguíssimo. Nos últimos dias tenho sido meio relapso com o blog. Motivos, é óbvio, sempre há. Seriam, porém, justificáveis?<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bonsares.wordpress.com&blog=3665981&post=1311&subd=bonsares&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><a href="http://bonsares.wordpress.com/2009/10/12/feriado-em-2009/#comments" target="_blank">Ana &#8220;Abuelita&#8221; Tejero</a> tem razão. O feriado foi larguíssimo. Nos últimos dias tenho sido meio relapso com o blog. Motivos, é óbvio, sempre há. Seriam, porém, justificáveis?</p>
<p style="text-align:justify;">Trabalho é uma das razões que me fez permanecer longe do blog. Muitos freelas, que tomam parte considerável do tempo. Um deles, que preencheu o fim de semana passado inteiro, mal me deu tempo para ler os i-meios, oxalá para escrever algo. Sobre esse freela, assaz diferente dos que costumo fazer, pretendo escrever nos próximos dias.</p>
<p style="text-align:justify;">Outra das razões são alguns preparativos que tenho feito. Preparativos para algo muito grande que logo vai se concretizar. Sobre isso também vou falar nos próximos dias. Adianto somente que Camilo Pacotilla está envolvido em tal plano de dominar o mundo.</p>
<p style="text-align:justify;">Por fim, e talvez o mais agradável dos motivos pelos quais não andei escrevendo, é que estive lendo bastante. Pelo menos bastante dentro do possível e quando o tempo contribuía. Recentemente terminei a leitura de <em>Ébano</em>, de Ryszard Kapuscinski, jornalista e escritor polonês que passou a vida cobrindo as guerras na África, América e ex-União Soviética. Infelizmente já devolvi o livro à <a href="http://www.bpp.pr.gov.br/" target="_blank">Biblioteca Pública</a> e não tive tempo de anotar um trecho de que gostei muito. Fica para uma próxima. Com ou sem trecho, aconselho a leitura.</p>
<p style="text-align:justify;">Ou seja, embora não tenha nada específico para contar agora, posso sim dizer que haverá algumas novidades no blog nos próximos dias.</p>
<p style="text-align:justify;">Como dizem por aí, aguardem e confiem!</p>
<p style="text-align:justify;">
Posted in Causo, Pensação Tagged: freela, Kapuscinski, leitura <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bonsares.wordpress.com/1311/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bonsares.wordpress.com/1311/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bonsares.wordpress.com/1311/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bonsares.wordpress.com/1311/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bonsares.wordpress.com/1311/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bonsares.wordpress.com/1311/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bonsares.wordpress.com/1311/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bonsares.wordpress.com/1311/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bonsares.wordpress.com/1311/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bonsares.wordpress.com/1311/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bonsares.wordpress.com&blog=3665981&post=1311&subd=bonsares&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Minhas impressões sobre Buenos Aires</title>
		<link>http://bonsares.wordpress.com/2009/10/16/minhas-impressoes-sobre-buenos-aires/</link>
		<comments>http://bonsares.wordpress.com/2009/10/16/minhas-impressoes-sobre-buenos-aires/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 15:51:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maikon Augusto Delgado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Buenos Aires]]></category>
		<category><![CDATA[Causo]]></category>
		<category><![CDATA[Pensação]]></category>
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		<category><![CDATA[San Telmo]]></category>
		<category><![CDATA[tango]]></category>
		<category><![CDATA[Tigre]]></category>

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		<description><![CDATA[Paty Duim está passando suas férias em Buenos Aires e me mandou este texto com suas impressões sobre a cidade. Com seu aval, publico quase ipsis litteris seus pensamentos:<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bonsares.wordpress.com&blog=3665981&post=1304&subd=bonsares&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><strong>Paty Duim está passando suas férias em Buenos Aires e me mandou este texto com suas impressões sobre a cidade. Com seu aval, publico quase </strong><em><strong>ipsis litteris</strong></em><strong> seus pensamentos:</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Viajar sempre é precioso e estou curtindo muito essa cidade em minha fantástica companhia, mais do que eu imaginava, podem ter certeza! Aliás, mal sabia eu que outubro talvez seja um dos melhores períodos para estar por aqui, afinal, com poucas excessões, os dias foram de sol e friozinho gostoso, com a primavera começando a mostrar a cara. Perfeito para andar nas ruas da cidade sem pressa, ou parar num desses tantos cafés que existem por aí. Estou em Buenos Aires há um pouco mais de uma semana e passarei mais alguns dias. Minhas andanças me dão condições suficientes, creio eu, para escrever algumas observações sobre as impressões que tive da cidade.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_1306" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://bonsares.files.wordpress.com/2009/10/img_0620b1.jpg"><img class="size-full wp-image-1306 " title="IMG_0620b" src="http://bonsares.files.wordpress.com/2009/10/img_0620b1.jpg?w=384&#038;h=511" alt="Mi Buenos Aires querida..." width="384" height="511" /></a><p class="wp-caption-text">Mi Buenos Aires querida...</p></div>
<p style="text-align:justify;">Buenos Aires é linda, convidativa e charmosa, é verdade. É uma cidade viva, de gente animada que me lembra um pouco do cosmopolitismo de São Paulo, mas com doses da imensidão visual de Brasília e do verde encantador de Curitiba. Aluguei um apartamento que me permite fazer a maioria das coisas a pé ou de metrô, o que ao meu ver é um previlégio (pela simples privação que tenho dessas coisas no meu dia-a-dia em Brasília). Mas, ao mesmo tempo, o apartamento em que estou me permite ver de camarote muita tristeza, pobreza  e desesperança. Estou muito perto do cruzamento de vários viadutos, no final (ou começo) da 9 de Julho. Viadutos estes que abrigam grupos de sem-teto, que parecem estar aumentando criticamente por aqui, pelo que entendi. Houve uma noite, em particular, que choveu muito, mas muito mesmo. Toró fortissimo, com direito a ventos fortes e trovões. Assisti calada e de camarote a desgraça dos sem-teto da varanda do segundo andar. Eles tentavam se esconder de tudo, do vento, da chuva, do frio, da fome. A pobreza é algo explícito nas ruas de Buenos Aires, principalmente para aqueles que, como eu, tem a possibilidade de percorrê-la a pé. Esses dias tentei contar o número de mendigos que vi, em uma hora de caminhada pelas ruas do centro. Desisti. São dezenas que vivem no centro da cidade, muitos deles idosos. Nos finais de semana e feriados, quando as ruas estão vazias de pessoas, é mais fácil perceber que a coisa por aqui não anda das melhores.</p>
<p style="text-align:justify;">A maioria dos meus dias foram de muitas caminhadas silenciosas por todos os cantos da cidade, em busca de endereços para as entrevistas da minha pesquisa ou simplesmente de andanças a toa mesmo. Houve dias que andei 6 horas direto, só parando para tomar um <em>café con leche y três medias lunas</em>, por favor. Uma delícia! Fazia tempo que eu não sentia gosto em cruzar com as pessoas na rua, no metrô, no café. Gosto de me sentir parte da cidade, como uma observadora atenta. Me dá prazer o simples fato de olhar os traços de cada um, de perceber os detalhes que nos fazem diferentes ou próximos, escutar conversas e tentar entendê-las pelas poucas palavras em tons mais altos que aparecem nesse jeito tão particular de falar dos porteños. Eis aí uma das vantagens de viajar sozinha: a percepção fica mais aguçada e teus passos te levam a qualquer lugar. Pra conhecer Buenos Aires basta <em>ganas</em> de andar e se perder na beleza arquitetônica da cidade, das lindas avenidas, com surpresas a cada esquina, do Cemitério da Recoleta ou das <em>chiquitas calles </em>da charmosa San Telmo, com suas varandas cheias de flores.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_1307" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://bonsares.files.wordpress.com/2009/10/img_0771b.jpg"><img class="size-full wp-image-1307 " title="IMG_0771b" src="http://bonsares.files.wordpress.com/2009/10/img_0771b.jpg?w=384&#038;h=511" alt="Viejito porteño" width="384" height="511" /></a><p class="wp-caption-text">Viejito porteño</p></div>
<p style="text-align:justify;">Pois aqui há também uma beleza gastronômica especial. Principalmente para os carnívoros. Minha maior insatisfação de almoçar ou jantar sozinha não é o simples fato de estar só, mas o fato de que que é impossível dar conta sozinha de uma refeição porteña. Um bife pequeno de chorizo é impossível pra mim. IM-POS-SÍ-VEL. O maior bife de chorizo que comi era um que constava no cardápio como “mini-bife”. <em>Una</em> <em>pequeñita porción</em>, falou a garçonete. Pois imaginem os outros. Bom, talvez o exageiro da Família Faraco-Benthien tenha origens porteñas, <em>quizás</em>.<em> Además</em>, tudo é uma delícia. Até cheguei a pedir empanadas por telefone. Arrisquei <em>llamar por teléfono</em> a um delivery perto de onde estou. Entregaram bonitinho em meia hora, pela bagatela de 10 reais. Que delícia! Nhami-nhami! Aliás, Duínzinho <em>porteño de mi corazõn tiene razón</em>, os <em>helado</em>s são deliciosos. Muito mais gostosos que os brasileiros! Dificil explicar porquê.</p>
<p style="text-align:justify;">Além de Buenos Aires, fiz um passeio inesquecível por uma cidadezinha chamada Tigre. A cidade fica a aproximadamente uma hora de trem de Buenos Aires. Fica na beira de um rio, onde é possível fazer um passeio de barco pelo Delta do Tigre. O lugar tem uma formação bem particular, onde há várias pequenas ilhotas que abringam casas de final de semana e veraneio. Juro que foi <em>facinho-facinho</em> me ver em uma daquelas casas de madeira (em especial de uma chamada “Utopia”), na beira do rio, lá com meus 80 anos em uma cadeira de balanço. O que há mais que se querer nessa vida&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">
<div id="attachment_1308" class="wp-caption aligncenter" style="width: 521px"><a href="http://bonsares.files.wordpress.com/2009/10/img_0736b.jpg"><img class="size-full wp-image-1308 " title="IMG_0736b" src="http://bonsares.files.wordpress.com/2009/10/img_0736b.jpg?w=511&#038;h=384" alt="Aposentadoria em Tigre" width="511" height="384" /></a><p class="wp-caption-text">Aposentadoria em Tigre</p></div>
Posted in Argentina, Buenos Aires, Causo, Pensação Tagged: argentina, Buenos Aires, San Telmo, tango, Tigre <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bonsares.wordpress.com/1304/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bonsares.wordpress.com/1304/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bonsares.wordpress.com/1304/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bonsares.wordpress.com/1304/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bonsares.wordpress.com/1304/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bonsares.wordpress.com/1304/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bonsares.wordpress.com/1304/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bonsares.wordpress.com/1304/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bonsares.wordpress.com/1304/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bonsares.wordpress.com/1304/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bonsares.wordpress.com&blog=3665981&post=1304&subd=bonsares&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Feriado em 2009</title>
		<link>http://bonsares.wordpress.com/2009/10/12/feriado-em-2009/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 22:21:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maikon Augusto Delgado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Causo]]></category>
		<category><![CDATA[blogueiro]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<description><![CDATA[2009 é o ano em que Bons Ares começou a ganhar mais corpo, adquirir mais leitores fiéis (gracias, chicos y chicas). Sempre que posso, e isso se dá, em geral, nas segundas, quartas e sextas, procuro postar aqui. <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bonsares.wordpress.com&blog=3665981&post=1302&subd=bonsares&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">2009 é o ano em que Bons Ares começou a ganhar mais corpo, adquirir mais leitores fiéis (<em>gracias, chicos y chicas</em>). Sempre que posso, e isso se dá, em geral, nas segundas, quartas e sextas, procuro postar aqui.</p>
<p style="text-align:justify;">Hoje, em tese, deveria ter postado algo diferente. Mas como é feriado nacional e quase ninguém trabalha, me dei o direito de também não trabalhar e não postar.</p>
<p style="text-align:justify;">Sendo assim, feriado no Brasil, feriado para este blogueiro que vos fala.</p>
<p style="text-align:justify;">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img title="Blogueiro no feriado" src="http://2.bp.blogspot.com/_E8A1LD-hroc/SVQy2VkW4EI/AAAAAAAAF6o/MLKmLxFQ0Ck/s400/FeriasTI.jpg" alt="Blogueiro no feriado" width="400" height="285" /><p class="wp-caption-text">Blogueiro no feriado</p></div>
Posted in Causo Tagged: blogueiro, Brasil, feriadão, feriado <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bonsares.wordpress.com/1302/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bonsares.wordpress.com/1302/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bonsares.wordpress.com/1302/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bonsares.wordpress.com/1302/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bonsares.wordpress.com/1302/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bonsares.wordpress.com/1302/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bonsares.wordpress.com/1302/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bonsares.wordpress.com/1302/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bonsares.wordpress.com/1302/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bonsares.wordpress.com/1302/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bonsares.wordpress.com&blog=3665981&post=1302&subd=bonsares&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Blogueiro no feriado</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Suecos &#124; Pär Lagerkvist</title>
		<link>http://bonsares.wordpress.com/2009/10/07/suecos-par-lagerkvist/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 08:51:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maikon Augusto Delgado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Pensação]]></category>
		<category><![CDATA[Encontro com o Mar]]></category>
		<category><![CDATA[literatura sueca]]></category>
		<category><![CDATA[Pär Lagerkvist]]></category>
		<category><![CDATA[Pilgrim at Sea]]></category>
		<category><![CDATA[Pilgrim på havet]]></category>
		<category><![CDATA[sueco]]></category>

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		<description><![CDATA[Andei descobrindo um escritor sueco chamado Pär Lagerkvist. Ele foi ganhador do Nobel de Literatura em 1951.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bonsares.wordpress.com&blog=3665981&post=1299&subd=bonsares&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">Andei descobrindo um escritor sueco chamado <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/P%C3%A4r_Lagerkvist" target="_blank">Pär Lagerkvist</a>. Ele foi ganhador do Nobel de Literatura em 1951. Eis aqui um trecho de seu livro <em>Encontro com o mar</em>, cheio de sabedorias da vida<em>: </em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>— Quando pela primeira vez embarquei neste navio — continuou, depois de algum tempo —nunca tinha visto o mar. Muitas outras coisas vira: demasiadas. Vira gente: gente em demasia. Mas nunca o mar. Por isso jamais compreendera nada, nunca entendera coisa alguma. Como se poderá compreender algo da vida&#8230; compreender e penetrar nas pessoas e nas suas vidas&#8230; antes de aprender do mar? como ver através de suas lutas e vazias ambições estranhas, enquanto não olharmos para o mar, que é ilimitado e suficiente em si mesmo? Enquanto não aprendermos a pensar como o mar e não como essas criaturas inquietas que se imaginam a caminho de algum lugar e têm essa viagem pela coisa sobre todas importante, e para as quais seu termo é o significado e o propósito da vida. Enquanto não aprendermos a deixar-nos levar pelo mar, a render-nos totalmente a ele, e a cessar de atormentar-nos por causa da justiça e da injustiça, da verdade e do erro, do bem e do mal, por causa da salvação, da graça e da condenação eterna, por causa do diabo e de deus e suas estúpidas contendas. Enquanto não nos tornarmos tão indiferentes e livres como o mar e não nos deixarmos levar, sem destino, para o desconhecido, totalmente entregues ao desconhecido: à incerteza como a única certeza, única coisa realmente digna de confiança depois que tudo foi dito e feito. Enquanto não aprendermos tudo isso.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em></p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img title="Pär Lagerkvist" src="http://pensionaren.pro.se/archive/1000/bilder/5.6_07_Kultur_Kronoberg-Lagerkvist_Havet_ScanPix.jpg" alt="Pilgrim på havet" width="500" height="330" /><p class="wp-caption-text">Pilgrim på havet</p></div>
<p></em></p>
<p><em><br />
</em></p>
Posted in Literatura, Pensação Tagged: Encontro com o Mar, literatura sueca, Pär Lagerkvist, Pilgrim at Sea, Pilgrim på havet, sueco <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bonsares.wordpress.com/1299/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bonsares.wordpress.com/1299/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bonsares.wordpress.com/1299/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bonsares.wordpress.com/1299/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bonsares.wordpress.com/1299/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bonsares.wordpress.com/1299/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bonsares.wordpress.com/1299/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bonsares.wordpress.com/1299/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bonsares.wordpress.com/1299/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bonsares.wordpress.com/1299/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bonsares.wordpress.com&blog=3665981&post=1299&subd=bonsares&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">madelgado</media:title>
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			<media:title type="html">Pär Lagerkvist</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Impasse ético: os flanelinhas</title>
		<link>http://bonsares.wordpress.com/2009/10/05/impasse-etico-os-flanelinhas/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 08:49:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maikon Augusto Delgado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Causo]]></category>
		<category><![CDATA[Curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[Pensação]]></category>
		<category><![CDATA[Texto]]></category>
		<category><![CDATA[ajuda]]></category>
		<category><![CDATA[ajuda ao próximo]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
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		<category><![CDATA[flanelinha]]></category>
		<category><![CDATA[guardador de carro]]></category>
		<category><![CDATA[quanto dar?]]></category>

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		<description><![CDATA[É justamente o caso da senhora. Consolidou-se socialmente que pessoas em situação econômica desfavorável podem recorrer a essa profissão informal para tentar conseguir o ganha-pão diário, da mesma forma que as pessoas que têm carro (que "logicamente" seriam, por terem os meios econômicos para adquirir um bem de consumo fora do alcance das classes menos favorecidas) e se encontram em situação mais favorável costumam dar alguma moeda em troca de um "serviço de vigilância". A senhorinha seria a pessoa em situação econômica desfavóravel e eu, por possuir um carro, seria o indivíduo em situação favorável. Cria-se uma relação eticossocioeconômica de certa tensão. Segundo o contrato social consolidado, ela é a pessoa a ser ajudada e eu sou a pessoa que tem que ajudar. Detalhe: "tem que" ajudar.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bonsares.wordpress.com&blog=3665981&post=1285&subd=bonsares&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">Na semana passada saí com uns amigos. Fomos a um showzinho de música cubana. Embora esteja usando muito pouco o meu carro, pois estou numa fase de diminuir o uso com o objetivo de chegar à utilização zero, fui com ele para ter mais comodidade para voltar (o show ficava no Rebouças e isso seria sinônimo de uma senhora caminhada) e porque estava uma friaca de congelar.</p>
<p style="text-align:justify;">Estacionei meu carro na Rockefeller, rua perpendicular à Engenheiro Rebouças. Logo que saí do carro uma senhora guardadora de carros veio até mim e perguntou:</p>
<p style="text-align:justify;">— Quer que eu fique de olho no seu carro?</p>
<p style="text-align:justify;">— E quanto seria para ficar de olho no meu carro?, respondi.</p>
<p style="text-align:justify;">— R$5,00.</p>
<p style="text-align:justify;">— R$5,00?</p>
<p style="text-align:justify;">— R$5,00. É o preço.</p>
<p style="text-align:justify;">— Como assim é o preço?</p>
<p style="text-align:justify;">— Sim, é o preço que eu cobro para ficar de olho no seu carro.</p>
<p style="text-align:justify;">— Bom, eu confesso que estou achando R$5,00 meio caro. Acho que a gente podia conversar sobre isso depois.</p>
<p style="text-align:justify;">Deixei a negociação para depois e entrei ver o show.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl>
<dt><img style="border:0 none initial;margin:0;padding:0;" title="flanelinha" src="http://1.bp.blogspot.com/_OxYgwaZ--C4/SVIyIiIW4EI/AAAAAAAABN0/lfavrte9Ow4/s320/213_2313-flanelinha.jpg" alt="Flanelinha" width="223" height="250" /></dt>
<dd>Quer que cuide, tio?</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align:justify;">Quando saio, lá pelas 2h, está lá ela de pé, no meio da rua deserta, com seu colete de &#8220;guardadora de carros&#8221;. Aproximando-me do meu carro, lembro que tinha que lhe dar alguma coisa. Vasculho os bolsos e só encontro uma nota de R$20,00, que não penso lhe dar como gorjeta, sobretudo porque gastei na noite inteira, contando entrada e bebida, os mesmos R$20,00. Pergunto a meus amigos se eles tinham algum trocado. Camilo tinha R$1,00 em moeda, que gentilmente entregou à senhora. Ela, não satisfeita com as moedinhas, soltou:</p>
<p style="text-align:justify;">— Não foi isso que nós combinamos. Eu tinha dito R$5,00.</p>
<p style="text-align:justify;">Pôs-se do lado da minha janela e ficou falando comigo em tom vexatório.</p>
<p style="text-align:justify;">Não gostei da atitude e disse:</p>
<p style="text-align:justify;">— R$1,00 é tudo o que temos. Lamento.</p>
<p style="text-align:justify;">— Mas nós não combinamos isso.</p>
<p style="text-align:justify;">— A senhora não quer entrar no mérito dessa discussão, quer?</p>
<p style="text-align:justify;">— $%#, resmungou ela alguma coisa.</p>
<p style="text-align:justify;">— Nós não acordamos nada. Eu disse à senhora que depois conversávamos e que, de antemão, achava seu preço muito alto.</p>
<p style="text-align:justify;">— Mas o meu preço é R$5,00.</p>
<p style="text-align:justify;">— Se a senhora insiste na discussão, vamos lá: para começo de conversa, a rua é pública e eu tenho o direito de estacionar onde não houver faixa amarela. Depois, a senhora veio me exigindo um preço fixo por algo que, em tese, deveria ser gratuito.</p>
<p style="text-align:justify;">— Mas eu fiquei aqui no frio cuidando do seu carro.</p>
<p style="text-align:justify;">— Desculpe-me dizer isso à senhora, mas eu não lhe pedi que ficasse aqui nem disse que cuidasse do meu carro. É a senhora que está me forçando a aceitar os seus &#8220;serviços&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">— É, mas ninguém mexeu no seu carro por eu estar aqui.</p>
<p style="text-align:justify;">— Mais ou menos. Ninguém pode garantir que não mexeriam no meu carro porque a senhora está aqui.</p>
<p style="text-align:justify;">— Eu posso garantir.</p>
<p style="text-align:justify;">— De certa forma, porque, se mexessem no meu carro, quem pagaria o prejuízo sou eu, não a senhora. Então garantia mesmo a senhora não pode me dar.</p>
<p style="text-align:justify;">— Mas ninguém mexeu no seu carro.</p>
<p style="text-align:justify;">— Por sorte, porque se mexessem eu levaria o prejuízo.</p>
<p style="text-align:justify;">— Você diz isso porque não foi você que ficou aqui no frio.</p>
<p style="text-align:justify;">— De fato não fiquei aqui no frio, mas isso não me obriga a lhe dar mais do que já lhe dei.</p>
<p style="text-align:justify;">— A consciência é sua!, arrematou ela.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl>
<dt><img style="border:0 none initial;margin:0;padding:0;" title="5 reais" src="http://aes.iupui.edu/rwise/banknotes/brazil/brazilP244c-5Reais-(1994-)-donated_f.jpg" alt="A famosa garça" width="559" height="252" /></dt>
<dd>A famosa garça</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align:justify;">Aqui é necessário começar a esmiuçar a questão. Não me incomodaria em dar R$5,00 à senhora, se eu os tivesse. O problema é que eu só tinha uma nota de R$20,00, e eu não podia dar uma nota de 20 e pedir 15 de troco. Seria, a meu ver, desconexo. Cuidar de carros na rua é uma mistura de trabalho informal com mendicância, por mais dura que possa soar essa palavra. Ninguém, em tese, é obrigado a pagar nada. É quase um contrato social de &#8220;ajuda ao próximo&#8221; consolidado socialmente, que todos, quando dá e têm moedinhas à mão, procuram respeitar por altruísmo (ou medo). Se eu já for dar algo, não posso pedir troco, não é?</p>
<p style="text-align:justify;">É justamente o caso da senhora. Consolidou-se socialmente que pessoas em situação econômica desfavorável podem recorrer a essa profissão informal para tentar conseguir o ganha-pão diário, da mesma forma que as pessoas que têm carro (que &#8220;logicamente&#8221; seriam, por terem os meios econômicos para adquirir um bem de consumo fora do alcance das classes menos favorecidas) e se encontram em situação mais favorável costumam dar alguma moeda em troca de um &#8220;serviço de vigilância&#8221;. A senhorinha seria a pessoa em situação econômica desfavóravel e eu, por possuir um carro, seria o indivíduo em situação favorável. Cria-se uma relação eticossocioeconômica de certa tensão. Segundo o contrato social consolidado, ela é a pessoa a ser ajudada e eu sou a pessoa que tem que ajudar. Detalhe: &#8220;tem que&#8221; ajudar.</p>
<p style="text-align:justify;">Como disse acima, não me incomodaria nem um pouco em dar os R$5,00 à senhora. A única questão é que eu não os tinha. Aqueles que me conhecem sabem como sou nesse aspecto. Não sou de dar dinheiro a pedintes, crianças de rua ou bêbados. Varia conforme a situação, minha disponibilidade econômica e se acredito ou não no que a pessoa está me dizendo.</p>
<p style="text-align:justify;">Por exemplo, sexta passada dei um pulo no <a href="http://otortobar.blogspot.com/" target="_blank">Torto</a> para tomar uma cerveja. Fiquei de pé na esquina tranquilo e calmo conversando com os amigos. Até que se aproxima um senhor, morador de rua e trêbado de cachaça, com um hálito pior que o da onça de jacupira. Ele nos pede um trocadinho para comprar uma pinguinha. Eu lhe dei R$2,00. Por que lhe dei sem nem titubear? Primeiro, porque sabia que tinha R$2,00 à mão (não é aconselhável ficar revirando carteira na rua dando sopa para malandro); segundo porque gosto de pessoas que são sinceras e francas. Ele não disse que queria dinheiro para o filho paraplégico que está morrendo de fome na esquina, ele pediu dinheiro única e exclusivamente para a cachaça. Como era nítido que ele, com aquele trocado que lhe dei, ia continuar sua bebedeira, dei de bom grado. Isso não quer dizer, porém, que ele não tenha um filho paraplégico morrendo de fome, mas não usou disso para conseguir dinheiro.</p>
<p style="text-align:justify;">Noutro dia fui abordado por um rapaz que me pediu uns trocados para poder voltar para casa, pois tinha sido roubado. Outra história comumente usada por pedintes e malandros. Normalmente, como disse, não sou de dar, mas tendo a me compadecer de viajantes e por isso cogitei em lhe dar algo (de novo, porque sabia que tinha por acaso R$2,00 no bolso da calça). Perguntei de que cidade ele era. Respondeu-me que era de Urussanga. Para ver se não tinha dito qualquer coisa para conseguir o dinheiro, perguntei, a título de curiosidade, onde ficava Urussanga. Embora saiba onde é e conheça a cidade, me fiz de desentendido para ver o que ele ia responder. Ele respondeu que ficava perto de Tubarão, Jaguaruna e Cocal do Sul. Foi ao ter dito Cocal do Sul que me convenci (ainda que possa ter sido enganado) que ele estava dizendo a verdade. Não lhe dei só R$2,00, mas sim uma nota de 10 da minha carteira pelo simples motivo que acreditei estar ajudando alguém que precisa.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl>
<dt><img style="border:0 none initial;margin:0;padding:0;" title="O bom samaritano" src="http://7online.com.br/saoleo/files/2008/07/goodsamaritan1.jpg" alt="O bom samaritano, em tese, deve ajudar ao próximo" width="478" height="168" /></dt>
<dd>O bom samaritano, em tese, deve ajudar ao próximo</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align:justify;">Voltemos, pois, à senhora. Ela precisava dos meus R$5,00? Sim, e com certeza mais do que eu. Me faria falta, por acaso, os R$20,00 se eu lhe desse? Não. Por que não dei então? Pela atitude dela. Por ela ter instituído e insistido em um preço fixo por um serviço não obrigatório em local público. Por ela ter desrespeitado a convenção social de ajuda mútua, através da qual ela tem sobrevivido e à qual eu teria acudido e ajudado sem maiores problemas.</p>
<p style="text-align:justify;">No entanto, sei que digo isso do alto da minha situação econômica pequeno burguesa de quem sabe que com certeza terá um prato de comida hoje na mesa. Nunca estive na situação dela e não sei direito como é nem como me comportaria. Ver-se sem trabalho, sem recursos econômicos e na obrigação de manter uma família muda o pensamento das pessoas.</p>
<p style="text-align:justify;">Por outro lado, imagino que possivelmente ela não esteve na minha situação.</p>
<p style="text-align:justify;">O que fazer então? Por que não lhe dar os R$20,00? Nesse momento, entramos na velha questão ética de sempre: quanto se dá?; ou, se é para dar, por que não se dá tudo?</p>
<p style="text-align:justify;">Uma vez eu estava em Porto Alegre com minha ex-namorada e um casal de amigos autóctonos. Fomos ao cine Guion assistir a <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=LkrqtxogmME" target="_blank">Paris, je t&#8217;aime</a></em>. Quando saímos, compramos uns pães de queijo na padoca do lado e fomos caminhando até a cantina italiana onde íamos jantar. Caminhando pela rua, cruzamos com um menino de rua que me pediu o pão de queijo que eu levava à boca. Não lhe dei justamente porque era meu último e o estava levando à boca, o que não deixa de ser um pouco egoísta da minha parte. Minha namorada se indignou comigo e demos início a uma discussão que estragou nossa noite. Ela me dizia que não entendia como alguém podia ser tão egoísta a ponto de negar comida a outra pessoa. Lá pelas tantas, quadras para frente, soltei a seguinte frase, que acabou com a discussão: &#8220;E me diz uma coisa, se eu sou tão egoísta (o que já reconheci) e você um ser humano tão melhor que eu, por que você não deu os teus pães  de queijo para ele ou então voltou lá e lhe comprou algo de comer?&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">Caímos mais uma vez na velha questão ética. O que dar, quanto dar e por que não abrir nossa casa ao próximo? O ideal é dar o que se pode e quando se pode ou então ceder tudo que é nosso para ajudar os outros? Se o mais certo é a primeira opção, de certo modo eu não agi errado, pois só posso dar o que posso dar, de forma que dar a comida que estou levando à boca ou os R$20,00 à senhora excedia, para mim naquele momento, o conceito do &#8220;eu posso quando posso&#8221;. Se, por outro lado, o eticamente correto é dar de tudo, eu agi muito errado. Entretanto, não só agi errado naqueles momentos como também agi errado em todos os da minha vida, assim como minha ex-namorada e quase todas as pessoas que conheço, pois nenhum de nós abriu sua casa para sete desconhecidos a título de ajuda ao próximo, como teria feito Madre Teresa de Calcutá.</p>
<div style="text-align:center;">
<dl>
<dt><img style="border:0 none initial;margin:0;padding:0;" title="Madre Teresa" src="http://3.bp.blogspot.com/_VsL8VkjSZWw/SLwDVUEPEfI/AAAAAAAAADY/UlGppy7n_VQ/s400/M%C3%88RE_TERESA_AVEC_PAUVRE.jpg" alt="Madre Teresa" width="400" height="267" /></dt>
<dd>Madre Teresa</dd>
</dl>
</div>
<p>Ou seja, qual é o limite para se ajudar ao próximo?</p>
<p>Fiquei pensando nisso. Fiquei pensando naquilo que a senhora disse: &#8220;A consciência é sua!&#8221;.</p>
<p>Embora eu não ache que esteja errado, tampouco acho que estou certo. O que fazer num caso desses?</p>
<p><em>Texto de apoio: <a href="http://www.meuartigo.brasilescola.com/atualidades/os-sentidos-dos-guardadores-carros.htm" target="_blank">Os sentidos dos guardadores de carros</a></em></p>
Posted in Causo, Curitiba, Pensação, Texto Tagged: ajuda, ajuda ao próximo, ética, como ajudar, flanelinha, guardador de carro, quanto dar? <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bonsares.wordpress.com/1285/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bonsares.wordpress.com/1285/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bonsares.wordpress.com/1285/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bonsares.wordpress.com/1285/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bonsares.wordpress.com/1285/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bonsares.wordpress.com/1285/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bonsares.wordpress.com/1285/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bonsares.wordpress.com/1285/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bonsares.wordpress.com/1285/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bonsares.wordpress.com/1285/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bonsares.wordpress.com&blog=3665981&post=1285&subd=bonsares&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">madelgado</media:title>
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			<media:title type="html">flanelinha</media:title>
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			<media:title type="html">5 reais</media:title>
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			<media:title type="html">O bom samaritano</media:title>
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			<media:title type="html">Madre Teresa</media:title>
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		<title>Anarquista revolucionário?</title>
		<link>http://bonsares.wordpress.com/2009/10/02/anarquista-revolucionario/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 07:40:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maikon Augusto Delgado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Curitiba]]></category>
		<category><![CDATA[Pensação]]></category>
		<category><![CDATA[Texto]]></category>
		<category><![CDATA[anarquismo]]></category>
		<category><![CDATA[bicicleta]]></category>
		<category><![CDATA[bike]]></category>
		<category><![CDATA[contracultura]]></category>
		<category><![CDATA[Hakim Bey]]></category>
		<category><![CDATA[mobilidade urbana]]></category>
		<category><![CDATA[Provo]]></category>
		<category><![CDATA[revolucionário]]></category>
		<category><![CDATA[Robert Jasper Grootveld]]></category>
		<category><![CDATA[TAZ]]></category>
		<category><![CDATA[Zona Autônoma Temporária]]></category>

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		<description><![CDATA[Lala, o ser saltitante e feliz que mora aqui em casa, diz que estou me tornando um anarquista revolucionário.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bonsares.wordpress.com&blog=3665981&post=1291&subd=bonsares&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;">Lala, o ser saltitante e feliz que mora aqui em casa, diz que estou me tornando um anarquista revolucionário porque:</p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>Andei lendo Hakim Bey, autor de <a href="http://books.google.com/books?id=6nRhsgf8FU0C&amp;lpg=PP1&amp;dq=hakim%20bey&amp;hl=pt-BR&amp;pg=PP1#v=onepage&amp;q=&amp;f=false" target="_blank">Zona Autônoma Temporária</a>;</li>
<li style="text-align:justify;">Tenho conversado frequentemente com meu amigo João Arthur sobre como as bicicletas podem ser um símbolo anárquico;</li>
</ul>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img title="witfiets" src="http://olhometro.com/wp-content/uploads/provos_witfiets_plan-300x226.jpg" alt="Witfiets" width="300" height="226" /><p class="wp-caption-text">Witfiets</p></div>
<ul style="text-align:justify;">
<li>Tenho lido sobre <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Robert-Jasper_Grootveld" target="_blank">Robert-Jasper Grootveld</a>, um dos grandes personagens da contracultura e um dos primeiros integrantes do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Provos" target="_blank">Provo</a> (<a href="http://productions.caffix.org.mx/provos-holandeses" target="_blank">e aqui também</a>);</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://bonsares.wordpress.com/2009/10/02/anarquista-revolucionario/"><img src="http://img.youtube.com/vi/WATRmo-g9nY/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<ul style="text-align:justify;">
<li>Ando proliferando para lá e para cá um discurso antitrabalhista.</li>
</ul>
<p style="text-align:justify;">Lala diz que estou me tornando um anarquista. Acrescenta que tem a grande capacidade de reconhecer um anarquista germinando pelo simples fato de que ela própria já foi anarquista.</p>
<p style="text-align:justify;">Estaria eu, pois, me tornando anarquista?</p>
<p style="text-align:justify;">
Posted in Curitiba, Pensação, Texto Tagged: anarquismo, bicicleta, bike, contracultura, Hakim Bey, mobilidade urbana, Provo, revolucionário, Robert Jasper Grootveld, TAZ, Zona Autônoma Temporária <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/bonsares.wordpress.com/1291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/bonsares.wordpress.com/1291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/bonsares.wordpress.com/1291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/bonsares.wordpress.com/1291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/bonsares.wordpress.com/1291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/bonsares.wordpress.com/1291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/bonsares.wordpress.com/1291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/bonsares.wordpress.com/1291/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/bonsares.wordpress.com/1291/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/bonsares.wordpress.com/1291/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=bonsares.wordpress.com&blog=3665981&post=1291&subd=bonsares&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">madelgado</media:title>
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