Do porquê de partir

Posted on 3 julho 2006

4


Porque não espero mais voltar

Porque não espero

Porque não espero voltar

A este invejando-lhe o dom e àquele o seu projeto

Não mais me empenho no empenho de tais coisas

(Por que abriria a velha águia suas asas?)

Por que lamentaria eu, afinal,

O esvaído poder do reino trivial?

[…]

<!– D([“mb”,”

\n

Porque \nsei que o tempo é sempre o tempo

\n

E que \no espaço é apenas sempre o espaço

\n

E que \no real somente o é dentro de um tempo

\n

E \napenas para o espaço que o contém

\n

Alegro-me de serem as coisas o que são

\n

E \nrenuncio à face abençoada

\n

E \nrenuncio à voz

\n

Porque \nesperar não posso mais

\n

E \nassim me alegro, por ter que edificar alguma coisa

\n

De que \nme possa depois rejubilar.

\n

\n

Vale a \npena ler o poema completo.

\n

\n

Sucesso enorme para você. Continue escrevendo, faz bem para a alma, sua e \ndos outros. E dê notícias. De verdade. Grande beijo,

\n

Sua \namiga, Ana.

“,1] ); //–>