Plaza Vea

Posted on 15 dezembro 2006

4


O supermercado não é lá aquelas coisas. A verdura nem sempre está fresca, nem sempre está verde quando deveria estar verde, ou vermelha quando deveria estar vermelha. Às vezes não tem o produto que você quer (um simplório amendoinzinho para tomar com aquela cervejinha no final do dia ou para pôr nas tantas salades mêlangées que o Agente da Limpeza que aqui vos fala tanto gosta de fazer). E se tem, está vencido! Em outros momentos, simplesmente os produtos não estão onde deveriam estar: não raro você pode encontrar o sal no meio dos cotonetes ou os alfajores com os macarrões. As filas para pagar são sempre quilométricas, sobretudo na hora do almoço e nos fins de semana (fazer compras nas quartas-feiras às 16h é sempre a melhor opção)…

Agora, no entanto, não se pode dizer que só haja coisas ruins a dizer do queridíssimo Plaza Vea, el mercado que está siempre con vos. Não, existem sim coisas boas. Uma é que você pode pagar as suas contas todas no caixa. Obviamente que tem que passar pelas filas quilométricas, mas essa questão de distância pode ser algo muito relativo. A outra é que as atendentes, por já te conhecerem de tanto você ir, não te atendem com a cara fechada. Até soltam um sorrisinho de vez em quando. Uma terceira coisa, e não menos importante, é que o dito cujo supermercado, que de “super” não tem quase nada, fica em frente de casa. Mas quando digo “em frente” quero dizer realmente na frente na frente. Basta atravessar a rua e entrar. Nem mais nem menos. Melhor seria se nem tivéssemos que atravessar a rua, mas aí já seria pedir demais.

Quem já veio aqui em casa sabe que não podemos falar muito mal do Plaza Vea porque seria cuspir no prato que comemos. Compramos nossos colchões lá, os copos, sempre compramos comida lá (o que encontramos), coisas de última hora… Aliás, o bom de morarmos na frente do gigante Plaza Vea é que podemos olhar um na cara do outro às 21h45 e dizer: “Putz, tem que ir no mercado. Bora?” E vamos, e chegamos em dois minutos. E quando entramos só vemos aquela cara de fdp… dos atendentes que ficam olhando e pensando: “Poxa, faltam dez minutos para fechar e vcs entram justamente agora?” Bom, é o que acontece. Mas muito se enganam os atendentes achando que somos duas lesmas caquéticas. Não, senhores. Como diria o saudoso Chapolin Colorado (que los pinches cabrones mejicanos lo tengan!!!), não contavam com a nossa austúcia. Se somos capazes de ir ao mercado em cinco minutos, também somos capazes de comprar tudo em menos de dez. Como? Segredos da profissão.

Muito embora tudo isso seja verdade, você, caro leitor, que já deve estar de saco cheio de ler essa lengalenga toda, deve estar pensando: pá qué coño nos está contando todo eso? Bom, estou aí no blábláblá para contar que nessa segunda-feira passada o insuperável Plaza Vea fez um desconto de 15% em todas as compras para todos os produtos. Obviamente que De la Croix e De la Lumière aqui entraram sedentos a fim de aproveitar ao máximo. Compramos de tudo e mais um pouco. No entanto, questão fundamental, como íamos levar tudo isso para casa? Por mais que seja logo em frente, só temos quatro braços e isso é pouco. A saída foi choramingar para a tiazona do caixa e fazer com que ela nos deixasse trazer as compras de maneira motorizada. Ou quase. Eis, então, o resultado:

Quem aí é que teve a oportunidade de tirar fotos tão sensuais com um carrinho de mercado (piada interna para Tiazona)?
Posted in: Uncategorized