Our freek world

Posted on 11 fevereiro 2007

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7h – Acordo naturalmente por já estar acostumado e pela luz que entra pela janela, cuja persiana nunca fecho.

7h05 – Começo com a toilette matinal (liberar minha bexiga dos líquidos que nela se acumularam durante a noite, lavar o rosto, escovar os dentes e tomar um banho para despertar).

7h15 – Eu tomando banho e ouço a porta do Camilo abrindo. Ele tenta abrir a porta do banheiro e não consegue porque está fechada. Camilo volta para o seu quarto, imagino eu, com vontade de ele liberar sua bexiga dos líquidos que nela se acumularam durante a noite. Essa é uma péssima sensação.

7h20 – Saio bo banho e vou preparar o meu café da manhã. Faço um café na nossa cafeteira italiana de modelo napolitano.

7h21 – Camilo entra no banheiro para tomar ele o seu banho.

7h30 – O café está quase preparado, minhas torradas com geléia já estão prontas, o leite para acompanhar o café matinal já está esquentando, Camilo está saindo do banho e lhe digo: “Fii, qué café?”

7h35 – Sento-me na varanda de casa para tomar um cafezinho (sento lá fora porque faz mais frio e, na minha modesta opinião, tomar café quente no frio é mais gostoso) e o Camilo liga a Radio France para ouvir. Não sei ele, mas eu me sinto como quando estava em Paris, quando acordava, lá em Belleville, levantava, ligava o rádio e tomava um suco vendo o Musée de l’Air da varanda de casa.


Trocamos alguns comentários, como, por exemplo: “Porra, aqueles morcegos do caralho não me deixaram dormir essa noite”; “Aqueles morcegos do caralho cagaram na minha janela de volta”; “Aqueles mosquitos do djanho não me deixaram dormir essa noite”; “Putz, ontem dormi vendo tevê”; “E eu que dormi lendo?” e por aí vai.

7h50 – Camilo se levanta, lava a sua louça e vai para o computador. Liga-o, põe uma música e entra em diversos jornais do mundo, via internet, para ler as manchetes e as reportagens que mais lhe interessam (coisas que só quem divide o mesmo espaço pode saber).

8h – Fico ouvindo a rádio e começo a ficar com vontade de me levantar, mas ainda estou com preguiça. Além do mais, prefiro ouvir um pouco mais a Radio France, já que só na França mesmo para você ouvir, de manhã, uma longa entrevista de uns 20 minutos com um professor da Sorbonne que também é um famoso e célebre escritor búlgaro.

8h10 – Levanto, lavo eu a minha louça e vou para o meu quarto. Ligo o computador. Espero um pouco, já que ele tem aqueles malditos chips duplos, que são a maior enganação neste mundo de Deus.

8h12 – Vou clicando em todos os oks e afins que tenho que clicar antes de ter paz na frente do meu computador e entro para checar os meus e-mails. Já até estou esperando aquele mail que vai me trazer o choque matinal, aquele que me faz lembrar que nasci, vivo e vou morrer nesse mundo doido sem porteira. Quase todos os dias recebo um ou dois links, em um e-mail, do meu caríssimo Camilo de la Croix, com as notícias do que ele chama our freek world (e eu não mudaria este nome por nada). O desta manhã foi sobre uma austríaca que trancou as suas filhas no escuro durante sete anos. Chocante! O de ontem foi sobre o mais novo projeto do governo norueguês: a construção de um silo para armazenar uma amostra da maior parte das sementes do mundo. Como diria eu mesmo, só bizarreira. Por conta disso, resolvi, juntamente com a sugerencia del troesma, abrir mais uma seçãozinha nos posts, our freek world, para deixá-los, sempre que o nosso estimado Camilo estiver inspirado, informados das aberrações e esquisitices a que temos que padecer nesse que alguns filósofos chamam o melhor dos mundos possíveis.

E é assim que começa o meu dia…

Sugerencia del troesma

Já viram uma pessoa que é tudo isso ao mesmo tempo: careca porém com um rabinho na nuca, quase monje hare-krshna, mamatchári, celulável, tocador de instrumentos cujos nomes são impronunciáveis em uma banda que vive fazendo tour pelo Brasil, ótimo cozinheiro, ótimo jogador de videogame, péssimo jogador de futebol, ótimo patinador e ótimo jogador de hóquei, cantor de rua e, juntos de seus companheiros, capaz de comprar uma Kombi com um mês de trabalho? Bom, essa pessoa, cujo nome completo é um mistério, tem como alcunha Zunga e possui um blog interessantíssimo. Nele, além de ter o prazer de vê-lo em ação cantando por essas ruas do mundo, você ainda terá acesso a reflexões filosóficas sobre a fenomenologia do mundo, Deus, ética e afins. Quem quiser conferir, eu os estou convidando. A casa não é minha, mas eu abro a porta sem vergonha: Narcolepsia – A doença do sono (avidya).

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