Domingueira

Posted on 19 fevereiro 2007

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Diz a Bíblia que Deus criou o mundo em seis dias e que tirou o sétimo para descanso. Pois eu digo que isso é uma meia verdade. A metade que é verdade é que Deus e o resto do mundo descansam de fato no domingo; eu descanso no domingo. A metade que é mentira é que o domingo não foi feito só para descanso, mas também para comer até o cu fazer bico, como diria a minha santa mãezinha (ai daquele que fizer um comentário contra ela!). Esse último domingo, como manda a lei divina, não foi diferente. Pensei em um menu (inspirado pela vontade não-realizada do Camilo de la Croix), pensei em quem queria convidar e mãos à obra. Acordei cedo, fui ao mercado logo que abriu, comprei as coisas, dei um tempo e comecei a fazer o “rangu ispertu”. O menu foi:
1. Entrada: queijo cremoso com óleo de oliva, orégano e tomate em fatias.

2. Prato principal: frango xadrez à la Camilo com agregados à la Magoo (peito de frango em cubos, pimentão vermelho e verde, broto de soja, vagem, cebola, alho moído, pimenta vermelha, orégano e amendoim) com arroz e passas.

3. Sobremesa: alfajor e brigadeiro recém-saído da panela (aquele que dá uma caganeira das bravas)

4: Para rebater: um café preparado em cafeteira italiana com pitadas de canela.

Para acompanhar tudo isso, vinho tinto. Tomamos um Diego Mudrillo, um Fleichman Merlot (homenagem ao meu amigo Piper) e um Bodegas Argentinas, se não me engano. Sim, foram três garrafas. E sim de volta: meio que voltei a beber, de leve e vinho.

Para finalizar, depois de toda essa comilança, vimos a Scoop, do Woody Allen. Nada de muitíssimo especial. O que valia mais mesmo no filme era a Scarlet Johanson, sempre muito maravilhosa.

Sugerencia del troesma

Dizem que um dos críticos de cinema mais importantes atualmente é um gordo, ruivo e doido que se chama Harry Knowles. Nunca tinha ouvido falar nele até ele sair no Clarín. Dito cujo cidadão, de fato acima do peso, tem um site de críticas sobre cinema muito ácidas. Parece que os produtores e diretores ligam para o cara para contar seus filmes e pedir opinião. Vale a pena dar uma checada, nem que seja para saber que quem vê muito filme pode ficar assim:

Our freek world

Um garoto de quatro anos é atacado por um jacaré é trágico mas não necessariamente é freek. O que é freek nessa notícia é que a avó do garoto disse ao guri que não precisavam se preocupar, porque jacaré não morde gente. Bom, só me faltava a velha também me dizer que o homem nunca pisou na Lua.

Além dessa crocodilística notícia, minha enviada especial da Inglaterra, Jacque Gostosíssima, e colaborada in meritatem, nos contou (digo “nos” porque o mail era para o Camilo), faça minhas as palavras dela, que:

…em Leeds, uma cidade aqui perto, uma menina de dois anos foi estuprada e assassinada pelo tio, na própria casa com a mãe no quarto ao lado.
E nas duas últimas semanas três adolescentes (16, 15 e 13 anos) foram assassinados dentro das próprias casas, no sul de Londres, por gangues de rua.
Mas a bizarrice é que Polícia na Inglaterra não anda armada porque, como não há muita violência, não há necessidade… (não que eu seja a favor de polícia andar armada, a ironia não é essa)…

Jacquinha, beijo-te.

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