Primeira mostra de coragem do Gonzamóvel

Posted on 2 dezembro 2008

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Ontem à noite, os três distintos cavalheiros que percorrerão as profundezas do Uruguai profundo (Gonzamóvel, Camilo e eu) íamos nos encontrar para rever os preparativos da viagem. Quinze minutos depois do horário marcado para o encontro, o Camilo me liga:

— Magoo…

— Porra, Jack (apelido do Camilo), você está atrasado!

— Então, por acaso você tem aí aqueles cabos para fazer chupeta de uma bateria para outra?

— Por acaso tenho. Comprei para a viagem e deixo no porta-malas do meu carro. Por quê?

— Porque é hora de sabermos se eles funcionam mesmo.

— O que foi que aconteceu?

— Aconteceu que as forças do Gonzamóvel morreram. O carro não liga.

Nessa hora, pensei: “Caralho, que seja só a bateria! Esse carro tem que funcionar bem para a nossa viagem.”

— Bom, agüenta aí que já estou chegando.

Embora haja o Magoomóvel (um Polo 1.6/ano 2007), uma grande parte da nossa viagem é fazê-la de carro e com o Gonzamóvel. Quase como querer dar a volta no Brasil em uma Kombi, desvendar o Uruguai profundo tem que ser, para nós, com o Gonzamóvel. Sendo assim, fui eu a seu auxílio. 

Estacionamos os carros um de frente para o outro, tiramos os cabos do porta-malas, abrimos o lacre (não esquecer que nunca os tinha usado) e conectamos o pólo positivo de uma bateria com o da outra, o negativo com o negativo e demos a partida. 

Gonzamóvel ressuscitou. Felizmente. Mas não foi pequeno o susto. Seria um baque muito grande perder um companheiro de viagem antes mesmo de ela começar.

Em resumo, Gonzamóvel já nos deixou claro, ao contrário do que pensávamos, que toda viagem não começa com o primeiro passo, mas antes!

Salve, salve Gonzamóvel!

 


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