A falta que as cores fazem na sua vida

Posted on 20 março 2009

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Por um tempo eu até achei que as cores não eram assim tão determinantes na minha vida. Eu me vestia sempre de branco e preto. E pronto. Assim não precisava ficar escolhendo roupa nem nada. 

No entanto, depois que uma namorada-tornado (que revirou tudo) passou pela minha vida, passei a dar mais bola para roupas e, por conseguinte, cores. Afinal de contas, nem minha mãe gostava que eu andasse mulambento. Desde então sou que nem o cinema. Vim do P&B para as câmeras com cores. Daqui a pouco entro na onda 3D…

Estendi essa filosofia para a casa. Ainda em Curitiba, comprei persianas vermelhas. Em Buenos Aires, com Camilo Pacotilla, pintamos nosso apê de cinco cores: branco, laranja, verde, amarelo e gelo. Um carnaval. A ideia, confesso, não era para sair qual crioulo-doido, mas foi o que foi. Ficou como ficou e acabou dando personalidade à nossa modesta oca. 

Voltando para Curitiba, fui morar com duas amigas. Embora o apartamento fosse grande e cheio de coisas legais, não tinha paredes pintadas. Três meses depois me mudei novamente, dessa vez para a Solimões, onde fiquei até terminar o contrato. Adorava aquele apê. Todo compacto e ao mesmo tempo amplo, boas companhias e muitas copinhas de partidinhas a jogar. Mas faltava um quê de cor em algum lugar. 

Agora no começo do ano, enquanto procurava apartamento para me mudar com Camilo e Camila (doravante chamada tão-somente de Lala) e o Ozório (Mágico de Oz), encontramos um maravilhoso, superespaçoso, enorme, amplo, três quartos grandes, duas vagas de garagem, copa, cozinha, área de serviço, sala de quase 15m de largura… E com paredes pintadas. E foram elas, literalmente, que me ganharam. Já ao entrar, tinha decidido. Você abre a porta e dá para a tal sala de 15m, com 9 janelas e uma parede vermelha no tom perfeito ao fundo! Fantástico. Perfeita para reunir os amigos (já várias vezes), pensei. Ao lado, na copa, tudo laranja, de um tom de bom gosto (não como em Caballito). Num dos quartos, uma parede azul clarinho. Genial. Ficaríamos com ele. 

Depois da mudança, já instalado, me dei conta um dia, sentado na sala, como as cores faziam falta. Como tudo fica melhor e mais estimulante com cores pela casa. 

Não há dúvidas, pois, de que o apartamento da São Chico é um forte concorrente ao de Caballito. Estão faltando só as empanadas…

 

Esta é dos tempos de Caballito...

Esta é dos tempos de Caballito...

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