Sumpáulis (sabadão)

Posted on 8 abril 2009

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Num dia desses fui passar o fim de semana em São Paulo. Queria visitar o casal anos 2008 Bia e Manu, alguns outros da comunidade curitibana na capital e de quebra ver o maior de todos os putains, o Rafa. Mandei mails tipo uma semana antes e, na sexta 9 de março, peguei o busão da 0h08 da madrugada de sexta para sábado e me deixei embalar pelos sacolejos do ônibus. 

Como em toda viagem, fico nervoso antes de embarcar. Nervosismo típico que me faz até pensar em não ir, por pressentimentos ruins mil. Até hoje, por sorte, nenhum deles estava certo. Aliado ao nervosismo o receio de ir para São Paulo, a capital que tudo engole e da qual poucos sobrevivem comme il faut. Os lugares-comuns gerados pela mídia, nessa hora, têm lugar: cidade de concreto, violência gratuita, pobreza, etc.

Mesmo assim, fui.

Cheguei na rodoviária do Tietê às 6h30 e, na hora de comprar o bilhete de metrô (que está pela bagatela de R$2,55!), já me deparei com uma recepção tipicamente paulistana: uma fila de pelo menos 100 pessoas. Devo ter ficado uns 20 minutos esperando a vez para comprar o ticket do subte

Linha Azul, estação Portuguesa-Tietê. Treze estações para frente desço na Praça da Árvore, no bairro da Saúde, onde mora o Rafa. Tinha combinado de chegar de manhãzinha cedo para tomarmos café, conversarmos e depois preseparmos pela cidade. Às 7h30 bati na porta da sua casa. Ele me esperava com cara de sono e a mesa posta. 

Tomamos café-da-manhã, ele me mostrou umas fotos da França (acabou de voltar de lá). Pelas 11h, fomos de metrô para a Avenida Paulista. Queríamos dar uma caminhada por lá e também comprar umas coisas. No meio da Paulista, paramos no Café das Rosas. Um cantinho calmo perdido no meio da algaçarra do centro comercial do país.

Seguimos pela Paulista até o Cemitério do Araçá. De lá descemos para Pinheiros até o Cemitério São Paulo. Íamos almoçar uma feijoada com roda de samba ao vivo no Ó do Borogodó, na rua Horácio Lane, quase esquina com a Cardeal Arcoverde. 

Fomos os primeiros a chegar no restaurante, às 13h. E ficamos até às 17h, comendo, ouvindo samba e tomando Serramalte. 

Já empapuçados, descemos mais um pouco e pegamos à direita para a Livraria da Vila, onde paramos para tomar um café. Lá, juntou-se a nós uma amiga de São Paulo, a Gabi. Ficamos conversando, rindo e lendo o livro da ovelinha Selma.

À noite, segui para a casa do Manu e da Bia, onde ia dormir. A Gabi me deu uma carona, mas antes me levou para conhecer a Vila Madalena e todas as suas ruazinhas. Me mostrou um monte de bares, restaurantes e praças. Já posso até dizer que a Rodésia está perto da Purpurina e da Fradique Coutinho. 

Pelas 22h e pouco, Manu, Bia e eu fomos jantar na pizzaria Galpão, onde comemos uma pizza de linguiça de javali. Aprovadíssima. Voltamos para casa, a pé, por volta da 1h. Eu já estava mais que exausto, mas, depois de um café e de uma jogada de água no rosto, fomos à Mercearia, na Rodésia, tomar cerveja com uns amigos de Curitiba. Estavam Mari, Homer, Rei, Leandro e Rita. Chegamos nós. Em seguido veio também a Gabi. Ficamos tomando cerveja e contando histórias de viagem.

Convidados a nos retirarmos para fecharem o bar, emendamos na casa do Leandro e do Rei. E mais cerveja. Manu e eu chegamos em casa às 5h.

 

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