Sumpáulis (domingueira)

Posted on 15 abril 2009

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No dia seguinte, fomos almoçar no Govanda, aproveitando a semana de gastronomia de São Paulo. A decoração do restaurante e a entrada estavam demais, mas os pratos principais, na minha modesta opinião, deixaram a desejar. 

De lá seguimos para a Pinacoteca. Não entramos porque eu sou um chatinho e não curto fazer mais de um museu por dia. Museus me cansam, confesso. Preferimos ir no da Língua Portuguesa. Demais. Interativo, cheio de imagens e fugindo do clichê de ficar só apresentando textos clássicos da literatura em língua portuguesa. Além de oferecer um clima com ar-condicionado, fundamental numa tarde de 33° malditos graus. 

Sol mais ameno, saímos à rua e fomos dar uma volta de carro por alguns bairros da cidade. Recorremos o tradicional bairro italiano do Bexiga, o bairro do Pacaembú, Higienópolis, Perdizes, Consolação, Santa Cecília, Liberdade. Chegamos em casa os três quase dormindo.

Tomamos café e lá pelas 20h nos despedimos. Eu ia me encontrar com o Rafa no metrô Ana Rosa e esperar com ele o meu ônibus. Por falta de tempo, acabamos indo diretamente até o Tietê. Ficamos por lá conversando sobre a vida. Às 22h15, embarquei para Curitiba, chegando em casa às 4h50. 

Por mais que eu já tenha viajado um pouco por aí, nunca tinha ido expressamente a São Paulo. Todas as minhas idas eram mais de passagem. A primeira vez, há muitos anos, fui com meu pai e minha mãe visitar o Morumbi e o CT do São Paulo. Nessa época eu era são-paulino roxo. E segunda vez foi quando voltei da França. Minha mala tinha sido extraviada e eu não tinha uma roupa sequer. Resolvi então ficar no Rafa e passar o fim de semana com ele. A terceira, foi essa agora. As outras foram mais de passagem ainda, de forma que não conto.

Gostei bastante de São Paulo. É uma cidade onde tem tudo a toda hora. Ao contrário do que pensava, é bem mais bonita do que eu lembrava, cheio de lugares pitorescos para ir. A região da Linha Verde do metrô é muito legal. Dá para transitar só por lá.

Mas a ida a São Paulo me fez pensar também em Curitiba, por incrível que pareça. Eu, que sempre detestei do fundo do meu coração Curitiba, tenho começado a gostar no último ano. E confesso que tenho reconhecido várias coisas boas dela: limpeza, trânsito plausível de ser suportado, clima ameno e agradável (apesar de sempre nublado e com suas mudanças de temperatura constantes). Muito contribuiu para esse sentimento o fato de saber que eu estava voltando para casa, para a minha casa (meu apartamento novo, para onde mudei em fevereiro). A sensação de ter uma casa para onde se volta, onde você tem as tuas coisas como você quer é fantástica. Desde Buenos Aires eu não sentia isso. 

Ir a São Paulo me fez lembrar como é estar numa cidade grande (desde BsAs eu não me lembrava), mas também me fez recordar que eu gosto de cidades grandes com ar de cidade mediana, como Buenos Aires, Santiago e por que não Paris. Pode-se atravessá-las em uma hora. São Paulo não se atravessa nem em duas. Essa sensação de ter a cidade ao alcance das mãos me agrada.

São Paulo é muito legal, mas desconfio que ela é bem melhor no fim de semana.

 

 

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