Os piores seres do mundo: os pedreiros?

Posted on 20 abril 2009

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Não tenho nada contra a profissão, afinal de contas são eles que levantam, seja como for, nossas amadas residências. Tenho sim contra as pessoas que trabalham com isso.

No apartamento em que estou morando agora, no bairro São Francisco, eu e meus homemates estamos passando pela infeliz situação de ter duas reformas nos rodeando: uma no apartamento de cima, sobre nossas cabeças; e outra na nossa frente, diante da nossa porta de entrada.

Os pedreiros, esses seres dos quais tenho criado ojeriza, estão no encargo das obras. Para azar meu e de meus confrades domésticos. Com muito orgulho, talvez para mostrar mais serviço ou simplesmente porque os fdp… gostam de madrugar, chegam às 7h30, começam a falar alto na garagem, corredores e jardim do prédio (que dá diretamente no nosso apartamento) e já logo em seguida se põem a martelar nossas pobres cabeças. Inferno. À exceção dos domingos e alguns feriados (eles trabalham nos sábados e não é todo feriado que nos dão descanso), não tem um dia, nos últimos dois meses, em que eu não tenha acordado com o barulho deles. É martelada, é serra elétrica, é gritaria, é sei lá o quê. Fato é que me acordam, assim como aos outros moradores da casa.

7h30, senhores, 7h30 da manhã num sábado, depois de fazer hora extra quase todos os dias, é de lascar. Meus sais.

Sem dizer quando os filhos de um dos pedreiros não ficam brincando com o portão durante a tarde, abrindo-o e fechando ao bel-prazer… Certo dia, numa tarde de sábado em que eu estava tentando trabalhar em casa, contei: eles abriram e fecharam o portão da garagem do prédio 37 vezes em 20 minutos. Me dei o trabalho de contar para ter certeza que aquilo não era delírio meu.

Até que, às 7h30 de um belo domingo (em que até Deus descansa), começou a bateção. Camilo e eu, os dois ao mesmo tempo, abrimos as portas dos nossos quartos, nos olhamos e nos dissemos: porra, hoje não. Ligamos para o síndico e pedimos que ele interviesse. Ainda mais porque já tínhamos enlouquecido em dois feriados em meio à barulheira. Camilo diz que já está adquirindo poderes zen que o fazem meio que esquecer o barulho. Camila, quando não está de TPM, concorda. Já o Oz e eu, bah, ainda não iluminamos tanto nossa mente a ponto de chegar nesse ponto. Infelizmente.

Reclamações à parte, quem devo culpar por tudo isso? Quem paga os serviços do pedreiro ou o próprio pedreiro, que é o responsável direto por tudo aquilo que me incomoda?

Minha resposta, talvez não muito brilhante, é “não sei”. Pouco me importa, na verdade, porque a única coisa que eu queria era poder dormir até as 9h um dia desses!

 

 

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