Conversas

Posted on 5 maio 2009

0


Há muitos tipos de conversa. Conversa comunicativa, em que se passam informações. Conversa-venda/cantada, na qual se tenta convencer alguém de alguma coisa. Conversa descompromissada, quando o simples deixar as palavras saírem é a maior preocupação. Conversa séria, meio pelo qual coisas importantes são discutidas e decididas.

São inúmeros os tipos de conversa que existem. E eu não seria louco de elencá-las uma a uma aqui. No entanto, há um tipo específico de conversa que me agrada muito mas que acontece só de vez em quando. Conversa-sabedoria, em que coisas sábias da vida são ditas e te fazem pensar.

Conversar, no entanto, não é algo simples. Muitas vezes as partes precisam se confrontar, bem como avaliar e analisar constantemente tudo o que for dito. Faz-se uso, portanto, de uma arte da conversa, na qual poucos são bons (eu, por exemplo, sempre deixei claro que um pré-requisito imprescindível para minhas companheiras é o de ser boa de papo). De qualquer forma, sendo eu bom ou não nessa arte (sempre tive as minhas dúvidas), possuo uma característica que contribui no fato de eu volta e meia ter boas conversas: por algum motivo do mundo, as pessoas se sentem à vontade para falar comigo, e eu lhes retribuo a sensação ouvindo-as.

Pois ontem tive uma dessas conversas sábias com uma pessoa inusitada. Não vem ao caso dizer quem é, de forma que vou chamá-la simplesmente de Y.

Y. e eu nos sentamos em um café e deixamos o papo rolar. O que começou como uma conversa séria acabou como uma conversa-sabedoria. O que começou com entraves acabou com reflexão. O assunto principal versou a respeito das decisões que se toma na vida e da maneira como se leva ela. Y. me contou sua vida e como a veio levando até ontem. Ouvi Y. com atenção. Em seguida, contei-lhe eu algumas coisas e fomos conversando. Cheguei até a contar-lhe mais do que tinha planejado. Terminamos a conversa depois de alguns cafés, com Y. me incentivando a fazer o que eu pretendia fazer. Fiquei satisfeito. Ainda mais porque tive um lampejo (pessoal e intransferível) de certeza de que não só estou no caminho certo como também o estou trilhando como devia (segundo as minhas crenças, sempre discutíveis).

 

 

Posted in: Texto