Depois daquela esquina

Posted on 11 maio 2009

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Durante aquela “conversa” ocorrida nesses dias, que relatei num post anterior, tive, como já disse, diversas epifanias a respeito desta minha parca vida. Uma delas diz respeito à minha inquietude e curiosidade para com o mundo. Descrevendo minha experiência de morar na França, contei a minha chegada:

Imagina você chegar a um país em que não conhece ninguém, nada e não tem a menor ideia do que vai encontrar quando subir a escada do metrô ou quando dobrar na esquina. Você não sabe se vai dar de cara com uma padaria, com uma oficina mecânica, com um mercadinho ou com uma velha passeando o seu cachorro. É isso que me fascina em viajar.

Dessa fala, entendi um pouco melhor por que gosto tanto de morar fora (que é a maneira que mais curto de viajar). Gosto de desconhecer tudo, não conhecer ninguém e não saber o que esperar, o que me força a todo momento a ir além de mim mesmo. Uma situação como tal permite você se reinventar, e é reinventando-se que você entende o caráter mutável da vida. Porque, afinal de contas, a única coisa que se leva dessa vida é o que se guarda consigo.

 

 

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