Jovem atrasado ou velho adiantado?

Posted on 29 maio 2009

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Sou declaradamente um fã de tecnologias. Gosto de todos os aparatos tecnológicos que possa existir, desde funcionalidades on-line de um blog ou e-mail até novas canetas espaciais com tinta marciana, passando, é claro, por iPods, laptops e qualquer outra coisinha com botões e funções não-imprescindíveis para a vida. 

O meu único problema é que não tenho dinheiro para comprar nenhum desses aparatos de que tanto gosto, motivo pelo qual sou, a bem dizer, um fanático de tecnologias ultrapassadas. 

Enquanto o mundo lançava computadores portáteis de com tecnologia da NASA, eu convencia o meu pai a nos comprar um 386. Eu lhe dizia: “Pai, compra que computador é uma coisa útil. Você vai ver!”. Naquela época, os 386 eram o máximo de sonho de consumo tecnológico que podíamos nos permitir. 

Anos atrás, depois que a febre dos laptops já tinha consumido o mundo e os governos e empresas lançavam notebooks a preços acessíveis para a classe média (até então luxo de classe alta ou de executivos), por força de necessidade maior, comprei um laptop na Argentina. Era bom, mas não era nem de perto de última geração. Era (não é mais) um bom computador para mexer com imagens e vídeos em geral. Hoje, esse mesmo laptop, com o qual ainda estou até hoje, não consegue mais abrir diversos (mais de 5) programas ao mesmo tempo. Os programas de hoje em dia estão cada vez mais pesados e, por conseguinte, cada vez mais lentos no meu lap. 

Atualmente, quando a febre dos iPods já passou há muito e a do iPhone e iPod Touch está passando (qual será o próximo aparato inovador?), começo a pensar em comprar um tocador de música portátil. Ando pensando num iPod não por ser um iPod, de marca ou por ter a maçãzinha atrás, mas simplesmente porque tenho tanta música guardada (muito mais que os 160GB disponíveis pelo maior dos iPods) que seria mais fácil armanezar os melhores em um só lugar e ao alcance dos ouvidos. iPod entrou, então, como uma opção de compra. 

Como não tenho condições de comprar um novo nem tenho quem me manda um zerinho dos EUA, estou investigando uns usados. E é aí que entra mais uma vez os modelos ultrapassados. Sempre na après-garde da tecnologia, vou me contentando com os modelos mais velhinhos, e mesmo assim vou achando-os legais na sua ultrapassadidade. Me divirto horrores com descobertas de coisas que já estão praticamente na Era Jurássica, mas que para mim são superinovadoras.

Que conclusão, pois, posso tirar disso tudo? Que sou um jovem atrasado ou que sou um velho tentando atualizar-se?

De qualquer forma, ainda não comprei um iPod e penso seriamente em adquirir um daqueles MP3 chineses que se encontra em qualquer ambulante de esquina…

 

 

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