A história do trovador húngaro Eruk Zjarm Fanalau

Posted on 27 julho 2009

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Desde meus 13, 14 anos eu escrevo. No começo, ousava fazer umas rimas péssimas que, em conjunto, chamava poesia. Algum tempo depois, dando-me conta de que eu era uma negação completa como poeta (não tenho tino nem alma para isso), comecei a me dedicar mais à prosa. Mantinha uns diários (devo ter mais de 15 cadernos guardados, todos escritos à mão), onde tomava gosto pela escrita. Diário, porém, nunca foi muito um formato do meu agrado. Além de me ver como tema recorrente, o que é um enfado, ainda acabava me repetindo nas análises (chega uma hora em que você já se disse tudo).

Parti, então, para a ficção. Não sei se posso dizer que me encontrei nela, mas foi o formato em que fui me adequando mais. Com uns 17 anos, escrevi uma coletânea de minicontos ultrarrevolucionários juvenil (no sentido de romper com a gramática), que intitulei de Pequeno Livro do Mundo. Ficou banhado daquela juventude reacionária.

Dei início então a uma novela intimista intitulada Confissões de Nemo. Dei o nome de Nemo antes mesmo de sair o filme da Disney. Talvez hoje em dia eu devesse mudar o título para Confissões de um peixe.

Terminado, comecei uma história infantil. O projeto inicial era para ser um livrinho infantil curto, mas acabou virando um bíblia enorme. Chama-se O Monstro Ué.

Inspirado em uma tema que sempre me interessou (o suicídio), teci uma outra novela: O suicídio de Hector.

Novela é um formato que me agrada pelo seu tamanho. Acabei escrevendo uma coletânea delas, todas em volta do mesmo tema (como viver sua vida sem desperdiçá-la). Fechei o conjunto com umas quatro ou cinco novelas. Dei-lhe o nome de Vidas Perdidas.

Na sequência, escrevi várias coisas, dentre as quais ensaios, uma paródia de Cartas a um jovem poeta, do Rilke, roteiros de curtas, um livro-correspondência, etc.

Quando ainda estava na Argentina, vim para o Brasil de férias. Revendo os amigos, conversei um com o Cabra, que é músico, compositor, escritor e poeta. Mas também sonha. Sonhos sempre estranhos e meio inexplicáveis. Um deles o fez acordar de madrugada, levantar e escrever de supetão uma poesia que lhe veio enquanto dormia. Era uma poesia bucólica em estilo de cantiga medieval. Nessa nossa conversa, ele me contou o sonho, me mostrou o texto e me contou a história de um personagem que estava criando: Eruk Zjarm Fanalau. Minha cabeça já começou a trabalhar naquela hora. Dias depois, antes de voltar para Buenos Aires, disse-lhe que o personagem tinha me fascinado, que eu estava “pirando” nele e lhe pedi autorização para criar algo em cima. Ele me disse sim.

Um ano depois terminei A história do trovador húngaro Eruk Zjarm Fanalau. Estruturei o texto de uma maneira diferente, como se eu fosse o tradutor de uma obra já existente.

Sendo assim, se tiverem paciência e tempo, convido-os a conhecer um texto que já leva mais de ano na minha gaveta, perdido em meio aos outros. Para baixá-lo, basta clicar no link abaixo:


A história do trovador húngaro Eruk Zjarm Fanalau