U Turn

Posted on 6 janeiro 2010

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Às vezes, o que mais gosto em um filme é a maneira como chego nele. Um amigo me conta, leio em algum lugar. U Turn, além de ser um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos, ainda tem uma história peculiar minha por detrás.

Estava eu na casa de um amigo esperando para ver um jogo de futebol. Enquanto não começava, ele fazia zapping para ver se alguma outra emissora transmitiria a partida. De repente, cai na cena do Bobby (Sean Penn) presenciando um roubo em uma loja de conveniências.

Meu amigo, que já tinha visto o filme, para e diz: “Caralho, este filme é demais!”. Nós assistimos uns dez minutos, enquanto o jogo não começa, e pego a cena de o Bobby sobrevivendo ao assalto, cujo ladrão era o Abraham Benrubi (aquele recepcionista bonachão do Plantão Médico), de o Bobby tentando obter dinheiro com “conhecidos” pelo telefone e indo negociar o valor do conserto do seu carro com o mecânico (Billy Bob Thornton irreconhecível). Bastaram somente essas três cenas para que eu tivesse sido fisgado.

Embora não soubesse o nome em português e muito menos em inglês, fiquei com o filme na cabeça. Fucei a filmografia do Sean Penn até encontrar o nome. Daí para ver o filme ontem à noite foi um pulo.

Já esperava bastante, mas me surpreendi ainda mais (para melhor) quando comecei a vê-lo desde o começo. Câmeras supino, enquadramentos ousados, montagem simbólica perfeita, ótimo elenco (Jon Voight, Nick Nolte, Julia Hagerty, Powers Boothe, Brent Briscoe e outros)… O filme é uma pérola. De quebra, para quem gosta (eu não tinha um especial apreço por ele), a direção ainda é do Oliver Stone.

Abaixo, segue um trecho com Bobby (Sean Penn) e Grace (Jennifer Lopez).