WikiLeaks: cut us down and the stronger we become

Posted on 6 dezembro 2010

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Desde a semana passada, quando a Organização Não Governamental WikiLeaks começou a liberar mais de 250.ooo documentos secretos de diferentes governos nacionais, mas em especial o norte-americano, a WikiLeaks e Julian Assange, seu fundador, têm sido perseguidos e boicotados por bombardeamentos cibernéticos advindos dos EUA.

O primeiro ataque se deu horas depois da liberação da primeira remessa de documentos secretos. O governo dos Estados Unidos fez com que a Amazon, que hospedava o site da WikiLeaks, cortasse o serviço e os deixasse fora do ar. O problema foi resolvido quando o WikiLeaks mudou para um serviço de hospedagem sueco e dias depois vinculou-se ao Partido Pirata Suíço.

Em segundo lugar, trouxeram à tona novamente uma denúncia de estupro e agressão sexual contra Julian Assange, denúncia a qual já vem desde pouco tempo depois do lançamento do site oficial da WikiLeaks.

O terceiro ataque veio via PayPal, sistema de pagamento on-line com o qual a WikiLeaks recebia suas donações. Sob fortíssima pressão americana, o PayPal deixou de receber donações para a ONG. O serviço agora é prestado pela Datacell, uma empresa suíço-islandesa.

Integrantes do Anonymous

Em resposta aos ataques norte-americanos e em defesa da liberdade de expressão e da internet livre, um grupo chamado Anonymous desferiu um contragolpe. Um manifesto a favor da WikiLeaks, de Julian Assange e contra o governo americano e o PayPal.

Hoje durante o almoço, após ter lido algumas reportagens e enquanto conversava com um amigo sobre o assunto, ele me disse: “Você já pensou que isto que está acontecendo é algo só nosso, da nossa época?”. Continuou: “Pense bem. Não se trata mais de Primeira Guerra, de Segunda Guerra, de Guerra Fria ou o escambau. Trata-se de uma guerra da nossa geração, na qual estamos envolvidos”.

E ele tem razão, depois fiquei a pensar.

Você que verifica seus e-mails diretamente e não paga nada por eles, você que lê jornal pela internet pela facilidade e que não folheia mais um impresso há tempos, você que vê vídeos no YouTube, você que baixa músicas e filmes pela internet… Você está envolvido nisso. O vazamento de documentos secretos tendo como conteúdo os bastidores diplomáticos do mundo pode não fazer parte da sua vida, e muito provavelmente nem faz, mas o usufruto da internet, da constante troca de informação via MSN, Orkut, Facebook e afins faz sim parte. Em última análise, fala-se dos preceitos por trás de todo e qualquer serviço via web: livre informação.

Foi por isso que resolvi escrever este post, atendendo ao quarto ponto o manifesto: Get vocal!

THEY DO NOT FORGIVE; THEY DO NOT FORGET, EXPECT THEM!

 

A frase “Cut us down and the stronger we become” foi tuitada pela WikiLeaks neste último domingo.